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domingo, 20 de março de 2011

Ciclo de Cinema Asiático

Começa nessa sexta-feira o Ciclo de Cinema Asiático.

25/3 - Madadayo (Japão, 1993)
Considerado um dos melhores diretores de cinema de todos os tempos, Akira Kurosawa encerra suas realizações cinematográficas com a obra-prima Madadayo. O filme segue as duas últimas décadas da vida de Hyakken Uchida, escritor e professor que se aposenta nos anos da guerra, no início dos anos 40. Seus alunos o veneram e fazem, todos os anos, um ritual de aniversário chamado Mahda-daí? (Você está pronto?) para que Uchida beba um grande copo de cerveja e responda Madadayo! (Ainda não!), reconhecendo que a morte está próxima, mas que a vida continua.


domingo, 13 de março de 2011

Ciclo de Cinema Latino-Americano

Nesta sexta-feira, dia 18, encerra-se o nosso Ciclo de Cinema Latino-Americano, para dar lugar ao Ciclo de Cinema Asiático.

Muitos filmes importantíssimos para compor uma lista da produção cinematográfica latino-americana não puderam fazer parte do ciclo por causa da classificação etária ou pela falta de tempo. Privilegiei filmes contemporâneos, deixando os clássicos como sugestão para os alunos interessados – consciente de que alguns desses filmes já se tornaram clássicos. Com isso, tentei fazer o mesmo que acontece com a abordagem histórica: visitar o passado partindo do presente.

Abaixo, estão listados todos os filmes, inclusive o que encerra o ciclo, seus trailers e sinopses. Se você deixou de assistir algum, ou não pôde participar, aproveite para ver o que perdeu e procurar o filme na internet ou em uma locadora.

Estou aberto a sugestões e muito contente com o resultado obtido até aqui.

***

04/02 - Machuca (2007, Chile)
No Chile, na década de 1970, Gonzalo Infante (Matías Quer) é um garoto que estuda no Colégio Saint Patrick, o mais conceituado de Santiago. O padre McEnroe (Ernesto Malbran), o diretor do colégio, inspirado no governo de Salvador Allende, decide implementar uma política que faça com que alunos pobres também estudem lá. Um deles é Pedro Machuca (Ariel Mateluna) que, assim como os demais, fica deslocado em meio aos antigos alunos da escola. Uma amizade de contrastes logo nascerá entre os dois garotos.




18/02
- O Banheiro do Papa (2007, Uruguai)
Em 1988, a cidade de Melo, na fronteira do Uruguai com o Brasil, se prepara para a visita do Papa João Paulo II. Todos vibram na expectativa de receber os 50 mil devotos esperados, potenciais compradores de sanduíches, bebidas, medalhinhas, etc. O contrabandista Beto tem uma idéia para enriquecer: construir na frente de casa o “banheiro do Papa”, onde milhares de peregrinos, pagando, poderão encontrar alívio.




25/02 - O Estudante (2009, México)
Após se aposentar, um senhor de 70 anos resolve realizar seu sonho de cursar uma universidade, onde passa a conviver com uma nova geração.




04/03 - A História Oficial (1985, Argentina)
Na Buenos Aires dos anos 80, Alicia e seu marido Roberto vivem tranquilamente com Gaby, sua filha adotiva. Porém, após o reencontro com uma velha amiga recém-chegada do exílio, Alicia começa a tomar conhecimento da cruel realidade do regime militar argentino, passando a questionar todas as suas certezas e o que considerava como verdade. Uma realidade para a qual Alicia não estava preparada, mas que agora terá de enfrentar com todas as suas conseqüências.




11/03 - Buena Vista Social Club (1999, Cuba)
Durante muitos anos, artistas cubanos da vanguarda ficaram no ostracismo; muitos deles sem tocar seus instrumentos por mais de 10 anos. O documentário mostra, a partir do retorno de Ry Cooder a Havana, em 1998, as histórias de vida dos músicos cubanos envolvidos no projeto e como o sucesso do disco Buena Vista Social Club, premiado com um Grammy, transformou a vida dessas pessoas.




18/03 - As Viagens do Vento (2009, Colômbia)
Após a morte da mulher, o ex-menestrel Ignácio Carrillo decide viajar para o norte da Colômbia uma última vez para devolver o acordeão que lhe foi dado pelo seu antigo mentor, e nunca mais tocá-lo. No caminho, conhece Fermín, menino que sonha em rodar o país tocando acordeão como fez Ignácio um dia. O velho músico aceita sua companhia, mas tenta convencê-lo a escolher outra coisa, pois a vida de menestrel é marcada pela solidão. Juntos, os dois cruzam a região norte da Colômbia, atravessando o deserto e encontrando a diversidade da cultura caribenha.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Uma noite em 67

Dia 30/07, sexta-feira, estreia Uma noite em 67. O título do documentário refere-se à noite de 21 de outubro de 1967, quando, no teatro Paramount, em São Paulo, ocorreu a final do III Festival de Música Popular da TV Record.

Era a época dos festivais, momento da nossa história em que a juventude buscava encontrar na música, algo mais do que ela transmitira em outras épocas. A música passou a ter o papel de romper o silêncio imposto pela ditadura, dando voz a uma geração que teve de se calar – mas que optou pelo contrário, quando era possível fazê-lo.

Assim que vi o trailer, fiquei com saudade de uma época que não vivi.



Essa noite de 67 é tão importante para compreendermos as transformações provocadas na música brasileira, que, para os interessados no assunto, o documentário acaba se tornando um dos melhores filmes para essa última semana de férias. Quem sabe, se um dia retomarmos aquele projeto de história da música brasileira, não vamos assisti-lo juntos?

sábado, 24 de abril de 2010

Utopia e Barbárie

Com a queda do Muro de Berlim, não foram poucos os que defenderam o fim da História. Muitos disseram que o capitalismo, o neoliberalismo e um mundo globalizado haviam posto fim às utopias.

Com essa premissa, o diretor Silvio Tendler começou a reunir material para um documentário que tratasse dos rumos da História após a II Guerra Mundial. Mas depois do 11 de setembro, percebeu que a História estava longe do fim; pelo contrário, estava iniciando um período em que o islamismo surgia como nova utopia, novos países começavam a participar do cenário econômico mundial e os EUA elegiam o primeiro presidente negro da sua história.

O cineasta então adicionou novo material aquele já reunido e concluiu o documentário Utopia e Barbárie, que, segundo os jornais, trata a História com agá maiúsculo.



Em cartaz nos cinemas: Cine Bombril, Espaço Unibanco, Frei Caneca e Unibanco Arteplex.
Classificação: Livre.

sábado, 10 de abril de 2010

Filmes - 1ª Lista

Pessoal, estou postando a primeira lista dos filmes que já estão na escola. Incluí, abaixo das sinopses, os temas de aulas relacionados com o filme.
Em breve, os títulos sobre a Idade Média estarão na escola.

História Geral

PRÉ-HISTÓRIA
Paleolítico


1- A Guerra do Fogo
1981
100 min.
16 anos


A Guerra do Fogo conta a saga de uma tribo e seu líder, Naoh, que tenta recuperar o precioso fogo recém-descoberto e já roubado. Através dos pântanos e da neve, Naoh encontra três outras tribos, cada uma em um estágio diferente de evolução, caminhando para a atual civilização em que vivemos. Os sons e a linguagem embrionária do filme são criações do escritor Anthony Burgess, o mesmo de Laranja Mecânica. Mistura de ficção científica e aventura, o filme é uma perfeita reconstituição da pré-história, tendo como eixo a descoberta do fogo. Fantástico e visionário, o filme é uma aula de história e de cinema.

Temas Relacionados: Pré-História, Paleolítico, Neolítico.

PRÉ-HISTÓRIA
Paleolítico / Neolítico


2 - Discovery Channel – Homem Pré-Histórico – Vivendo entre as feras
2002
100 min.
Livre

Neste documentário, conheceremos a vida do homem pré-histórico entre 12 e 40 mil anos atrás. Nessa época, o homem moderno já havia se estabelecido em todos os continentes, com exceção da Antártica. Esses mesmos humanos dividiam o continente com feras pré-históricas, como: tigres-dentes-de-sabre, mamutes e ursos gigantes. Utilizando os mais modernos recursos tecnológicos e científicos, é mostrado como eram esses animais e como era a terra onde eles viviam. Veja nossos ancestrais vivendo entre as feras e lutando por sua sobrevivência.

Temas Relacionados: Pré-História, Paleolítico, Neolítico.

HISTÓRIA ANTIGA
Egito


3 - A Construção das Pirâmides – History Channel
Livre

Quem construiu esses gigantescos monumentos, últimas maravilhas remanescentes do Antigo Egito? Como o material foi transportado? Os arqueólogos afirmam que os faraós egípcios utilizaram a força de milhares de trabalhadores por décadas para construir esses monumentos por volta de 2550 a.C., mas nem todos concordam. Neste documentário conheceremos as hipóteses mais prováveis de como foram feitos esses valiosos mausoléus.

HISTÓRIA ANTIGA
Hebreus /Egito

4 - O Príncipe do Egito
1998
99 min.
Livre


No Antigo Egito, quando os hebreus lá viviam como escravos, o faraó Seti, temendo o constante nascimento de crianças hebreias – pois no futuro poderiam se tornar uma força que ameaçasse seu poder –, ordena que todos os bebês hebreus do sexo masculino sejam afogados. Uma hebreia se desespera ao ver que seu filho poderá ser morto e, para salvá-lo, o coloca em uma cesta no rio. A criança, encontrada pela rainha, acaba sendo criada como irmão de Ramsés, o herdeiro do trono de Seti. Os dois crescem e se tornam grandes amigos, mas Moisés acaba descobrindo sua origem e decide abandonar o palácio e libertar os hebreus para levá-los à Terra Prometida.

Temas Relacionados: Egito: Novo Império, Seti, Ramsés, êxodo dos hebreus, Moisés.


5 - Os Dez Mandamentos
1956
232 min.
Livre


Criado pelo faraó, Moisés torna-se adulto e descobre que, na verdade, é filho dos hebreus. Ao ouvir as mensagens de Deus, que lhe dá poderes divinos, decide dedicar sua vida à libertação de seu povo da escravidão no Egito. A clássica cena em que Moisés separa as águas do Mar Vermelho entrou para a antologia do cinema.

Temas Relacionados: Egito: Novo Império, Seti, Ramsés, êxodo dos hebreus, Moisés.

6 - Sansão e Dalila
178 min.
14 anos


Esta é a história do herói israelita Sansão e a linda filisteia Dalila. Ele, um simples pastor com a força de um titã. Ela, dividida entre o amor e a lealdade a seu povo. Impedida pelo pai de se casar com Sansão, a bela Dalila arquiteta um plano para acabar com a força de seu amor, tornando-o, assim, escravo do povo filisteu.
Ao recuperar sua força, Sansão passa a perseguir e a derrotar, um a um, todos aqueles que o escravizaram. A vingança contra os inimigos filisteus fez de Sansão um dos maiores heróis da Bíblia.

Temas Relacionados: Hebreus, filisteus, relato bíblico.

HISTÓRIA ANTIGA
Grécia


7 - Troia
2004
163 min.
14 anos


Na Grécia Antiga, a paixão de um dos casais mais lendários da História - Páris, príncipe de Troia (Orlando Bloom), e Helena (Diane Kruguer), rainha de Esparta - desencadeia uma guerra que irá devastar uma civilização.
Páris rouba Helena de seu marido, o rei Menelau (Brendan Gleeson), e este é um insulto que não pode ser tolerado. A honra da família determina que uma afronta a Menelau seja considerada uma afronta a seu irmão Agamenon (Brian Cox), o poderoso rei de Micenas, que logo une todas as tribos da Grécia para trazer Helena de volta, em defesa da honra do irmão.

Temas Relacionados: Grécia: Período Homérico.


8 - A Odisseia
1997
154 min.
16 anos


Francis Ford Coppola comandou esta megaprodução de 40 milhões de dólares, com efeitos especiais grandiosos, retratando a aventura excitante de Ulisses, herói grego, após a Guerra de Troia.
Uma adaptação do poema clássico A Odisseia, atribuído a Homero, onde Odisseu (Ulisses) enfrenta a fúria dos deuses, perigosos inimigos e monstros mitológicos, demonstrando bravura e resistência para retornar aos braços de sua amada Penélope.

Temas Relacionados: Grécia: Período Homérico

9 - Os 300 de Esparta
1962
113 min.
12 anos

Baseado em acontecimentos reais ocorridos na Grécia em 490 a.C., este incrível drama conta com Richard Egan como o soldado grego Leônidas, que comandou 300 soldados espartanos contra o poderoso exército persa na batalha de Termópilas.
Impossibilitado de recrutar os soldados necessários para defender uma passagem grega pelas montanhas contra o rei da Pérsia Xerxes, Leônidas não hesita em se preparar para a batalha. Quando avisado que o número de arqueiros que seu pequeno exército enfrentará é “capaz de bloquear o Sol”, ele afirma que seu exército “lutará nas sombras”. Com magnífica fotografia, realismo e trilha sonora, esta história de coragem e autossacrifício é uma obra-prima do cinema.

Temas Relacionados: Grécia: Período Clássico, Guerras Médicas, Hegemonias Gregas.

10 - 300
2007
116 min.
16 anos


300 é um relato sangrento da Batalha das Termópilas, da Antiguidade, na qual o rei Leônidas (Gerard Butler) e 300 espartanos lutaram até a morte contra Xerxes (Rodrigo Santoro) e seu numeroso exército persa. Enfrentando dificuldades insuperáveis, o sacrifício desses homens levou toda a Grécia a se unir contra o inimigo persa, traçando um marco no caminho para a democracia.
Inspirada pela obra de Frank Miller, criador da graphic novel Sin City, o filme é uma aventura épica que fala de paixão, coragem, liberdade e sacrifício incorporados pelos guerreiros espartanos que lutaram em uma das maiores batalhas da história. Corroteirizado e dirigido por Zack Snyder (Madrugada dos Mortos), o filme dá vida à célebre graphic novel de Miller, combinando ação ao vivo com cenários virtuais que captam sua visão particular deste episódio da história antiga.

Temas Relacionados: Grécia: Período Clássico, Guerras Médicas, hegemonias gregas.


HISTÓRIA ANTIGA
Período Helenístico


11 - Alexandre
2004
177 min.
14 anos


Oliver Stone recria a poderosa e verdadeira história de Alexandre, o Grande (Colin Farrell), que, no quarto século antes de Cristo, havia conquistado a Grécia, a Pérsia, o Afeganistão e a Índia - ou seja, 90% do “Mundo Conhecido” até então. Mesmo tendo enfrentado grandes exércitos de bigas e elefantes, ele nunca perdeu uma batalha! Visionário, explorador e sonhador, ele era também um filho carinhoso, ferido pelo amor, pela ambição de sua mãe (Angelina Jolie) e pela eterna necessidade de agradar seu pai (Val Kilmer). Seu sonho moldou o mundo como o conhecemos hoje.

Temas Relacionados: Período Helenístico.

HISTÓRIA ANTIGA
Roma - Monarquia


12 - Rômulo e Remo
1961
105 min.
Livre


Rômulo e Remo conta a inesquecível lenda da fundação da cidade de Roma, um dos maiores impérios que já existiu. Quando a sua mãe, uma princesa latina, foi assassinada por um tio, os bebês gêmeos Rômulo e Remo foram lançados ao Tibre. Salvos por uma loba, que os amamentou e os tratou como se fossem seus filhos, guardaram para si os sentimentos de ferocidade e lealdade. O filme acompanha os desafios dos jovens desde a infância até a vida adulta, e é estrelado por dois grandes atores de épicos: Steve Reeves e Gordon Scott. Os dois irmãos, grandes justiceiros que buscavam o fim da tirania existente na Itália pré-romana, escolhem rumos diferentes para conseguir alcançar seus objetivos. Mas seus caminhos se cruzam e os heróis percebem que estão em lados opostos de uma mesma guerra - e estão dispostos a lutar até a morte para conseguir o que querem.

Temas Relacionados: Origem lendária de Roma, monarquia romana.

HISTÓRIA ANTIGA
Roma - República


13 - Aníbal: O Pior Pesadelo de Roma
2006
90 min.
12 anos


Duzentos anos antes do nascimento de Cristo, Roma se torna a nova potência do mundo antigo, supostamente invencível. No entanto, um homem está destinado a mudar isso, guiado pelo seu juramento de vingar as injustiças infligidas ao seu lar. Aníbal explora o homem atrás do mito, revelando o que levou um gênio de 26 anos de idade a executar o mais audacioso plano militar de todos os tempos. Com 40 mil soldados e 37 elefantes, ele marchou 1.500 milhas para desafiar seu inimigo em seu próprio território.

Temas Relacionados: Guerras Púnicas, expansão romana, Período Republicano.


14 - Spartacus
2005
173 min.
16 anos

Condenado a passar o resto de sua vida trabalhando sob o sol do deserto, o escravo Spartacus já havia perdido a esperança de liberdade. Comprado por um agente de gladiadores, é obrigado a lutar até a morte para o divertimento da elite. Revoltado com sua condição, ele lidera uma revolução de escravos que vai ameaçar o Império Romano e lhe render poderosos inimigos.

Temas Relacionados: escravismo antigo, rebelião escrava, Período Republicano.

15 - Julius Ceasar
2002
137 min.
13 anos


General feroz. Orador qualificado. Político compreensivo. Este é Júlio César, um dos maiores líderes do mundo e símbolo do Império Romano. Sua ascensão ao poder foi marcada por sacrifício, assassinato e traição. Com a bela Cleópatra em um dos braços e uma espada no outro, César tomou o controle de um vasto território, legiões premiadas de seguidores, colhendo inimigos e criando história, antes de cair nas mãos de Brutus, até então seu maior aliado. Esta é uma história de um homem notável, que se tornou uma lenda inesquecível.

Temas Relacionados: Primeiro Triunvirato, conquista da Gália, ditadura de César, assassinato de César.

HISTÓRIA ANTIGA
Roma - Império


16 - Gladiador
2000
155 min.
14 anos


O destemido Maximus é um honrado general romano que tem sua família massacrada por recusar lealdade ao inescrupuloso Commodus, filho do imperador recém-assassinado.
Vendido como escravo, Maximus, utiliza toda a sua genialidade militar para vencer seus oponentes no sangrento Coliseu romano.
Destacando-se como gladiador, ele retorna a Roma em busca de vingança.

17 - Ágora
2009
126 min.
14 anos


No Egito Romano, durante o século IV, a filósofa e astróloga Hipátia, de Alexandria, luta para salvar a sabedoria adquirida pelo mundo antigo. Seu escravo Davus está dividido entre o amor por sua senhora e a possibilidade de ganhar sua liberdade se juntando à crescente corrente do cristianismo.

Temas Relacionados: Queda do Império Romano, expansão do cristianismo, biblioteca de Alexandria.


18 - Átila, o Huno
2001
107 min.
14 anos


Dois mundos se confrontam e, com eles, os dois homens que personificam os valores e a essência desses mundos. Átila, rei dos hunos (Gerard Butler), é um idealista que vê mais no seu povo do que nele próprio. Ao passo que a felicidade dos hunos reside na pilhagem e extorsão das nações vizinhas, Átila pretende mais, considerando a possibilidade de um império e uma nova ordem mundial. O general romano Flavius Aetius (Powers Boothe) personifica o melhor e o pior do Império Romano nos últimos anos de sua existência. Sua motivação provém de um objetivo primordial: é imperativo que Roma continue dominando o mundo. Duas perspectivas diferentes do destino, defendidas por dois homens mais poderosos do século... Conflitos principais do filme Átila, o Huno.


Temas Relacionados: Queda do Império Romano, Invasões Bárbaras, Hunos.

domingo, 21 de março de 2010

Clube do Filme

Diante das mudanças feitas pelo Objetivo no material didático do 3º ano do Ensino Médio, os alunos apresentaram uma ótima solução para lidar com o conteúdo condensado: sugeriram a montagem de uma filmografia que abordasse cada um dos períodos históricos estudados. E, melhor do que isso: eles estão se organizando para assistir a esses filmes nos finais de semana, em grupo, nas casas dos pais dispostos a recebê-los.

A ideia é tão boa que merece ser estendida para todas as turmas. Por isso me dispus a montar a filmografia e, com a colaboração da coordenação do colégio, disponibilizá-la para que os alunos possam realizar empréstimos, seguindo a indicação que corresponde ao conteúdo estudado em sala.

Pensamos em disponibilizar esses filmes às quintas-feiras, no PI, ficando os alunos responsáveis por devolvê-los na segunda-feira seguinte. O critério para o empréstimo é que seja respeitada a classificação etária do filme, e isso não deve ser encarado como empecilho. [Notei que os filmes com classificação 14 ou 16 anos correspondem aos de conteúdo direcionado ao Ensino Médio.]

A primeira parte da filmografia já está pronta, cobrindo a Pré-História (Paleolítico e Neolítico) e a Antiguidade (Egito; hebreus; Grécia: Período Homérico, Período Clássico, Hegemonias Gregas e Período Helenístico; Roma: Origem Lendária, Monarquia Romana, Guerras Púnicas, Período Republicano, Escravismo Antigo, Primeiro Triunvirato, Conquista da Gália, ditadura e assassinato de César, Biblioteca de Alexandria e Queda do Império Romano). Acredito que até o término dessa semana, mais precisamente quinta-feira, essa primeira leva já esteja disponível na escola. O próximo passo é a Idade Média e assim por diante, até encerrarmos com a Idade Contemporânea que, pela grande quantidade de títulos, precisará ser bem pensada e, com toda a certeza, muitos títulos interessantes ficarão fora da lista. Mas podemos indicá-los aqui no blog, inclusive com a ajuda de vocês, dando sugestões e comentado os filmes.

Em uma conversa com os alunos do 3º ano, sugeri que as reuniões que eles pretendem fazer para ver os filmes podem ser transformadas em uma espécie de “Clube do Filme”. Para isso, poderíamos criar um meio de registrarmos as impressões e as opiniões que cada grupo teve sobre o filme assistido. Pode ser criada uma discussão neste blog, pode ser criado um blog “Clube do Filme”, podem ser feitas reuniões quinzenais, mensais, enfim, dentre as tantas possibilidades, o objetivo é fazer com que os grupos troquem suas impressões sobre os filmes e discutam os temas históricos tratados neles.

Essas são ideias que podemos discutir e amadurecer, pois o Cinema, assim como a Literatura, é um marcador de memória, e, com exceção dos filmes de ficção científica, todos os filmes retratam e reconstituem acontecimentos do passado, sejam eles de importância histórica ou não. E o filme em si, a obra de arte, também é objeto de interesse da História, pois está impregnado do pensamento daqueles que viveram na época em que o filme foi produzido.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Para refletir

Já falei em algumas salas sobre o dever que cada um tem de controlar o seu “hitlerzinho” interior. Digo isso porque acredito na ideia de que as pessoas mais equilibradas são aquelas que possuem consciência dos seus atos falhos e, por isso, podem controlá-los. Mas o pior mesmo se dá quando esses que não conseguem controlar o tal do “hitlerzinho” interior conseguem, através de argumentos, convencer outros a pensarem como eles. Pronto. Está aí a fórmula consagrada que coloca pessoas desequilibradas em posições de mando e poder. Pode, num primeiro momento, parecer bobagem, mas a intolerância começa na sala de aula, se expande para o colégio, o bairro e depois a História se encarrega de contar o resultado destruidor desse pessoal.

O filme A Onda, que se eu não me engano já deve estar disponível em DVD, exemplifica muito bem isso tudo. Baseado em fatos reais ocorridos no fim da década de 60, em Palo Alto, Califórnia, o filme conta a história de um professor de História que, durante suas aulas sobre a ascensão do nazismo e suas consequências, resolve fazer uma experiência para responder as dúvidas dos alunos. A experiência consistia em reproduzir na sala de aula alguns clichês do nazismo. O que ele não esperava é que aquilo fosse tomar proporções gigantescas, como uma onda. O filme, por ter classificação etária de 14 anos, é indicado para os alunos do Ensino Médio. Abaixo está o trailer.



Outro filme que aborda um tema parecido é A Fita Branca, em cartaz nos cinemas. O filme conta a história de um vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, onde acontecimentos violentos começam a se repetir sem que o responsável por eles seja encontrado.

O curioso é que as crianças e jovens retratados no filme são os homens e mulheres que, mais tarde, vão apoiar as ideias de Hitler e executá-las. Com isso, o filme nos faz pensar em como as relações sociais e familiares daquele vilarejo, que retrata o modo de vida alemão da época, podem ter sido a raiz do mal que levou e manteve Hitler no poder. Entre os personagens, destacam-se o barão, que detém o poder local; o pastor protestante autoritário; o médico violento e sem preocupação com os sentimentos alheios; um professor sensível, mas sem firmeza nas suas palavras; e um bando de crianças reprimidas e sem ter o que fazer. Seria essa a base do mal que mais tarde vai se instalar no país? Para refletir.

O filme, também com classificação etária de 14 anos, é indicado para os alunos do Ensino Médio. Vejam o trailer.




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Besouro

No dia 30 estreia nos cinemas Besouro, filme que conta a história do lendário capoeirista que, segundo a crendice popular, voava.

Cheio de cenas de luta criadas pelo mesmo coreógrafo de Matrix, Kill Bill e O Tigre e o Dragão, o filme promete ilustrar todos os aspectos fantásticos que envolvem a capoeira e a herança cultural do Brasil Colônia.

Confiram o trailer:



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os Falsários

O nazismo e o holocausto foram temas de aulas recentes no 9º ano. Indiquei alguns filmes e comentei com os alunos a quantidade de produções cinematográficas que abordam esse momento da História Mundial. E quando pensamos que o tema já havia sido explorado de todas as maneiras, relatando e documentando todos os acontecimentos envolvendo o genocídio ao qual os judeus foram submetidos, surge na telona mais um filme sobre o mesmo assunto. Trata-se de Os Falsários, filme austríaco, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008. Para mais detalhes, clique abaixo no ipod e ouça um podcast sobre o longa metragem que estreou na sexta-feira passada. Boa audição.


domingo, 29 de março de 2009

O Argentino

Nessa última sexta-feira, conversei com os alunos do 1º ano do EM a respeito de uma [outra] crise vivida pela História: o fim do altruísmo e a ausência de heróis. Disse a eles que numa sociedade onde não há preocupação com o outro, onde predomina a satisfação de prazeres e necessidades individuais, não é possível surgir bandeira ou causa de interesse comum. Alguns historiadores chegaram ao ponto de decretar o fim da História, já que não há cenário para uma revolução ou mudança do status quo. Encerrei o assunto pedindo aos alunos que fossem até o cinema assistir o filme Che - O Argentino [ou Che - parte um], talvez por esse ter sido um dos últimos homens movidos por um sentimento revolucionário verdadeiro.
Eu não consegui assistir o filme na última mostra de cinema que aconteceu em São Paulo, no ano passado, mas acompanhei a repercussão positiva e fiquei aguardando sua estréia no circuito aberto. Ontem, depois de 2h06 diante da telona, tive a certeza de que o filme é o melhor produzido sobre o Comandante, e o papel definitivo da carreira de Benicio del Toro. Isso é opinião pessoal, claro.
A classificação indicativa é 12 anos. Independente disso, o filme será mais bem aproveitado por aqueles dispostos a conhecer um personagem com valor histórico indiscutível. Se você pretende assisti-lo como simples entretenimento, talvez seja melhor deixar para depois, não é isso que o filme propõe. Nele é possível ver a evolução, muito bem retratada, de um homem que, na sacada de um apartamento, diz a Fidel seu sonho de libertar Cuba e propagar a revolução por toda a América Latina, antes mesmo de terem homens suficientes para lutarem contra Fulgência Batista. Em Che, nota-se a evolução do idealismo do Ernesto Guevara de Diários de Motocicleta. Agora, nasce o guerrilheiro forte, homem forçado a tomar decisões em meio às situações extremas vividas na Sierra Maestra. Além das etapas da guerrilha, o ponto forte do filme é a reconstrução do discurso onde Che desafia a Assembleia da ONU, ironiza os governantes dos países da América Latina que aceitam as imposições do imperialismo americano e diz que “nossa luta é uma luta à morte”.
Se você for ao cinema, não vá embora quando as letrinhas começarem a subir. A música Fusil contra Fusil, que encerra o filme, é de arrepiar.

Abaixo estão dois trailers do filme e um vídeo de Silvio Rodriguez executando a canção Fusil contra Fusil.






quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Armada Vencida

Comentei em sala – no 8º ano e 2º do EM –, durante aula sobre a União Ibérica, a vergonhosa derrota da "invencível armada" formada por Felipe II. O quadro abaixo, pintado por Philippe-Jacques de Loutherbourg, em 1796, retrata o episódio e foi citado em aula. Como notei interesse por parte de alguns alunos, aí está:



Cenas dessa famosa batalha foram exibidas no filme Elizabeth, a idade de ouro.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Psicose

Psicose é, sem dúvida, o maior sucesso de Hitchcock. Imortalizado pela famosa cena do chuveiro, e pela inconfundível trilha sonora, o filme virou referência para os amantes do cinema de suspense e terror.
O diretor orgulhava-se dos resultados. O filme, que custou 800 mil dólares, já havia arrecadado 13 milhões de dólares dois anos após sua estréia. Além disso, Hitchcock conseguiu causar no público a reação desejada. Ele chegou a confessar para Truffaut, em entrevista concedida no ano de 1962, que não importava se o filme era bom ou ruim, se tinha bons atores ou não, se a história possuía uma mensagem que intrigaria o público ou despertasse sua curiosidade. Só importava arrancar berros e mexer com as suas emoções. E isso ele conseguiu, é inegável.
Espero que tenham gostado do ciclo.
*
Qual dos filmes exibidos durante o ciclo você mais gostou? Vote na enquete ao lado.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um Corpo que Cai

Um corpo que cai é, sem dúvida, um dos melhores filmes de Hitchcock. O filme não obteve o sucesso esperado em seu lançamento; Hitchcock chegou a culpar a Paramount e o fato de não ter conseguido a atriz Vera Miles para o papel de Madeleine. A verdade é que Kim Novak não recebeu críticas negativas pela atuação; pelo contrário, foi elogiada por Truffaut. Posteriormente o filme foi tão bem aceito que, em 1996, seus negativos foram restaurados por um milhão de dólares!

Uma curiosidade que não podíamos deixar de comentar é o local escolhido para a casa de James Stewart, o detetive. Hitchcock optou por aquele hotel, já que pela janela do quarto entrava uma luz verde, vinda de um luminoso, que dava a impressão de Madeleine “renascer”. Vejam as imagens:


O filme também tem uma sensualidade subjetiva. Quando o detetive salva Madeleine e a leva para sua casa, fica claro para o público que ele viu a investigada nua. Será esse o motivo da paixão obsessiva que é despertada em James Stewart?

Na próxima semana encerraremos o ciclo com o famosíssimo Psicose. Vejam o trailer em: http://www.youtube.com/watch?feature=related&v=NG3-GlvKPcg

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Relação de Filmes

Como me foi pedido, estou postando o cartaz com as datas de exibição dos filmes do Ciclo Hitchcock. Clique na imagem para vê-la ampliada.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Homem que Sabia Demais

Os alunos que assistiram O Homem que Sabia Demais, tinham razão. Estava difícil encontrar o Hitchcock em um mercado marroquino, por isso resolvi postar a cena, com ele em destaque:

Curiosidades
- O filme de 1956, que vocês assistiram, é uma refilmagem de um filme homônimo do diretor, de 1934. Na versão original a história começa na Suíça, não no Marrocos, e os protagonistas são pais de uma menina.
- No livro Truffaut Hitchcock, Hitchcock conta como teve a idéia do assassino atirar no exato momento em que se ouve o único toque dos pratos. Segue o trecho extraído do livro:

“A idéia dos címbalos (pratos) me foi inspirada por um desenho humorístico ou, mais exatamente, por uma série de pequenos desenhos que ocupavam quatro páginas de uma revista do gênero de Punch (revista semanal britânica de humor e sátira, publicada de 1841 a 1992 e de 1996 a 2002). Mostrava um homem que acorda. Ele sai da cama, vai ao banheiro, gargareja, barbeia-se, toma um banho de chuveiro, veste-se, toma seu café-da-manhã. Tudo isso em pequenos desenhos separados. Em seguida põe o chapéu, o casacão, pega seu estojinho de couro em que guarda o instrumento de música e vai para a rua, sobe no ônibus chega à cidade e entra no Albert Hall (sala de espetáculos em South Kensington, Londres, com capacidade para cerca de 8000 pessoas). Pega a entrada dos artistas, tira o chapéu, o casaco, abre seu estojo e retira uma pequena flauta; junta-se aos outros músicos e anda com eles até o pódio. Afinam os instrumentos, nosso homem senta-se em seu lugar. Chega o maestro, dá o sinal e se inicia a grande sinfonia. O homenzinho está sentado, espera, vira as páginas. Finalmente levanta-se da cadeira, pega seu instrumento, aproxima-o da boca , e, após um gesto específico do maestro, sopra uma nota na flauta: “blup”. Em seguida, guarda o instrumento, sai discretamente do palco, pega seu chapéu e seu casacão, vai para a rua. Está escuro. Ele sobe no ônibus, chega em casa, janta, vai para o quarto, vai ao banheiro, gargareja, põe o pijama, vai dormir e apaga a luz”.
Por isso que Hitchcock deixa claro no início do filme que um simples toque de pratos pode mudar a rotina de uma família americana. É como se o diretor transformasse um pequeno ato (dentro da orquestra) como o grande ato de seu filme. Genial!
- A seqüência do Albert Hall dura doze minutos e não possui uma única palavra de diálogo.
- Algumas cenas do filme no Marrocos foram realizadas durante o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.

- Devido ao calor marroquino, durante as filmagens Hitchcock se permitiu usar uma camiseta. Normalmente ele e a equipe usavam terno durante a realização de qualquer filme.

- A cena do restaurante típico foi incluída depois que o diretor foi a um estabelecimento marroquino comer Linguado. A princípio ele queria mandar trazer o peixe da Europa, não acreditando que no Marrocos havia os melhores exemplares da iguaria. No restaurante, achou os hábitos marroquinos à mesa um tanto exóticos e decidiu incluí-los no filme.
- Quando ouviu pela primeira vez a música "Que sera, sera", Doris Day recusou-se a gravá-la, alegando tratar-se de uma música infantil. A música não só foi a vencedora do prêmio Oscar de melhor canção original em 1956, como se tornou o maior sucesso da carreira da cantora e atriz.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sobre o filme A Sombra de uma Dúvida

Vocês notaram que a jovem Charlie, quando está no correio, conversa com a telegrafista sobre telepatia? Nesse momento Hitchcock apresenta o tema que será explorado durante o primeiro jantar do tio Charlie em Santa Rosa.

A mãe da jovem cantarola uma canção e é acompanhada pela filha, que comenta pensar na mesma música. É como se as duas conversassem telepaticamente sobre a mesma valsa, que também é conhecida do convidado e, pior do que isso, que o associa diretamente aos assassinatos. Mais uma vez é como se o caso estivesse praticamente solucionado, mas tudo telepaticamente. ;o) Perceberam como o diretor preparou a platéia para a cena seguinte? Interessante, não?

A música que cantarolam na mesa, e que também aparece orquestrada quando surgem os casais dançando, se chama A Viúva Alegre, ligação direta com o nome dado pela polícia ao tio Charlie: o assassino da viúva alegre.

Vejam um pouquinho da história desse musical, ou opereta, do início do século XX. Acredito que é importante até mesmo para entendermos os charutos do tio Charlie e a associação das viúvas com riqueza:

"A Viúva Alegre" estreou em 1905 e se constituiu no mais bem sucedido musical de todos os tempos. Sua popularidade foi tal que chegou a inspirar modelos de chapéu, nome de charutos, restaurantes e até de comidas - no próprio Maxim, restaurante francês citado na opereta, há um prato com o nome da obra de Lehár. Hollywood já transformou a opereta em filme por duas vezes. E a canção "Vília", um dos temas da opereta, foi o primeiro grande sucesso discográfico mundial: vendeu 3 milhões de cópias em todo o mundo, isso nos primórdios da gravação sonora.

O enredo de "A Viúva Alegre" desenvolve-se em Paris, onde o embaixador de um país europeu imaginário empenha-se em fazer com que a rica viúva Ana Glawary se case com um compatriota, para que sua fortuna permaneça na pátria. Na sua versão em português, Medaglia reduziu ao máximo o tamanho dos diálogos. "Fiz isso intencionalmente, com o objetivo de permitir que o brilho das músicas sobressaia ainda mais", conta ele.


Outro ponto interessante do filme é a chegada do tio Charlie na pacata cidade. O trem solta uma fumaça muito escura. Hitchcock confessou em entrevista que essa fumaça preta pode ser compreendida como um mal chegando na cidade. Já o trem que levará o tio embora da cidade “cospe” uma fumaça branca.

Já os papos mórbidos do pai de Charlie com o Sr. Herb são curiosos se pensarmos no fato de terem ali, presente no jantar, um assassino que nem imaginam.

Espero que tenham gostado do filme e encontrado o Hitchcock.
Em breve vou postar a sinopse do próximo filme.


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Sombra de uma Dúvida

Amanhã o filme a ser exibido é A Sombra de uma Dúvida, o preferido de Hitchcock.

Sinopse
Quando o Tio Charlie, um assassino ludibriante, vai visitar seus parentes na pacata cidade de Santa Rosa, estão lançadas as bases para uma de suas mais cativantes e emocionantes excursões.
Logo a sua inocente sobrinha homônima, a “Jovem Charlie”, começa a suspeitar de que seu tio é o assassino da Viúva Alegre, tendo início um jogo mortal de gato e rato. À medida que a sobrinha se aproxima da verdade, a única saída para o assassino psicopata é tramar a morte da sua sobrinha favorita, num dos thrillers psicológicos mais excitantes do diretor.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Ciclo Hitchcock

Amanhã começa o nosso segundo ciclo de cinema, destinado aos alunos do 9º ano e do Ensino Médio. Nele serão apresentados filmes do diretor Alfred Hitchcock.

Nesta quinta-feira será exibido Correspondente Estrangeiro, de 1940. Exibido no início da II Guerra Mundial, o filme foi assistido por Joseph Goebbels, o homem responsável pela propaganda nazista. Goebbels conseguiu uma cópia do filme durante o período em que esteve na Suíça e, segundo boatos, parece ter gostado bastante do roteiro de Hitchcock.
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Sinopse
Johnny Jones é o correspondente de um jornal de Nova York que viaja para a Europa usando o pseudônimo de Huntley Haverstock, quando a II Guerra Mundial era uma realidade cada vez mais iminente. Inicialmente ele vai para Londres, mas logo está em Amsterdã, onde juntamente com várias pessoas testemunha o assassinato de Van Meer (Albert Bassermann), um diplomata holandês. Entretanto, logo ele toma consciência que quem morreu foi um sósia e que Van Meer na verdade foi seqüestrado por agentes do inimigo, que querem arrancar do diplomata importantes segredos. Assim sua situação fica desesperadora, pois sua história é em princípio absurda e, além disto, estão querendo matá-lo.

Curiosidades
- O ator Robert Benchley (Stebbins) obteve permissão para escrever suas próprias falas em Correspondente Estrangeiro.

- O ator Albert Bassermann não sabia falar inglês na época das filmagens de Correspondente Estrangeiro e teve que aprender suas falas foneticamente.

- Em suas clássicas aparições, o diretor Alfred Hitchcock surge em cena com pouco mais de 12 minutos, lendo um jornal e usando um chapéu.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Personal Che


Che Guevara está morto há quarenta anos. Está? Podemos dizer que o homem sim, a lenda não. O filme Personal Che deixa clara a idéia de que Ernesto Guevara – assim como tantos outros personagens históricos – é reinventado a cada dia, ignorando-se os fatos históricos, muitas vezes desconhecidos, para atender aos padrões, interesses e necessidades daqueles que se apropriam da sua imagem.
Assisti o filme no Espaço Unibanco e gostei muito, pois ele nos deixa com uma pulga atrás da orelha: as lendas, assim como os mitos, são o que são ou nós as criamos e fazemos a leitura que achamos conveniente? O filme já traz a resposta estampada no próprio título, mas vale muito a pena ser visto. Os diretores do filme – sendo um deles brasileiro – viajaram 12 países e descobriram os muitos “Ches” espalhados mundo afora: um santo, um nazista, um produto, um assassino, um revolucionário, um objeto de arte...
Quem estiver fugindo das muitas bobagens que entram em cartaz nas férias de julho, o percurso de Itapecerica até a Rua Augusta vale a pena.

Abaixo está o site (onde é possível assistir o trailer) e o blog do filme, assim como as salas e horários de exibição:

http://www.personalche.com/
http://personalche.blogspot.com/

Cine Bombril
Av. Paulista, 2.073 - Cerqueira César - Oeste. Telefone: 3285-3696.
Ingresso: R$ 11 a R$ 17 (sala 2, às 14h20: R$ 4).
Sala 02
sexta a quinta: 17h20

Espaço Unibanco Augusta
R. Augusta, 1.470 e 1.475 - Consolação - Centro. Telefone: 3288-6780 (salas 1 a 3) e 3287-5590 (salas 4 e 5).
Ingresso: R$ 12 a R$ 16
Sala 05
sexta a quinta: 16h10 e 20h10

HSBC Belas Artes
R. da Consolação, 2.423 - Consolação - Centro. Telefone: 3258-4092.
Aceita os cartões Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 8 e R$ 16
Sala Aleijadinho
sexta, sábado e segunda a quinta: 16h30