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sábado, 18 de julho de 2009

Uma Foto

A foto acima foi publicada na edição nº 20 da revista Leituras da História, acompanhada da legenda Velho mundinho Fashion; e, logo abaixo, o texto a seguir:

"Aspirantes a modelo treinam em uma escola de Londres, em 1925. Na Inglaterra [...] há quase 90 anos a principal exigência para ser uma manequim de sucesso era ter uma postura altiva, digna de uma princesa. Para isso, era feito o exercício mostrado na fotografia acima, que consistia em equilibrar um livro sobre a cabeça, mantendo a coluna reta. A perna erguida servia apenas para dificultar a tarefa. Afinal, a vida de modelo nunca foi fácil."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Fole Roncou

Pessoal,

Divido com vocês o lançamento do meu e-book, pela Mojo. Os interessados podem baixá-lo cadastrando-se no site.



Abraços.

terça-feira, 17 de março de 2009

MAFUÁ

É com alegria que eu divido com vocês a notícia de que a Mojo Books publicou meu pequeno conto, Mafuá, baseado na música homônima de Yamandu Costa, e confirmou a publicação do meu livro (mojo book).

Abaixo está o single. Basta clicar na imagem para carregar a página onde está o conto. Sobre o livro, em breve dou notícias. Abraços.

domingo, 3 de agosto de 2008

Rebolando em 58

Lembram de um post, aqui desse blog, onde escrevi que o ano de 2008 é pra deixar qualquer historiador e professor de História entusiasmado ou louco? Então, meu Deus, como pude deixar passar desapercebido um outro fato histórico, não tão importante, mas curiosíssimo? Comemoramos nesse ano o qüinquagésimo aniversário do bambolê! Isso mesmo, o brinquedo foi criado cinqüenta anos atrás. Você acha isso irrelevante? Como assim? Você pensa que era natural uma infinidade de meninas rebolando em tudo que é canto no final da década de 50? Na mesma época, a maneira como Elvis Presley dançava provavelmente chocou sua bisavó à ponta da senhora dizer que aquilo era obra do demo, agora imagine o que ela não disse à sua avó, quando a coitada lhe pediu o brinquedo!

O mesmo cara que criou o bambolê, também criou o frisbee e a perereca, aquela bolinha que pula à beça, sabe? Todos os brinquedos criados por ele e seu sócio tiveram uma inspiração pra lá de original e engraçada. Pra vocês conhecerem as outras idéias doidas desses malucos pra lá de beleza, incluindo a de um peixinho que nascia quando você colocava um pouco de terra na água, leiam a reportagem publicada no início desse ano na revista piauí:

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sobre Mulheres do Século XIX

Lia, dia desses, uma biografia de D. Pedro I em que a autora, Isabel Lustosa, faz uma alusão à figura de Macunaíma, definindo o Imperador como um herói sem nenhum caráter. Livro bom, da Coleção Perfis Brasileiros, Editora Companhia das Letras. Durante a leitura, me deparo com uma descrição da educação destinada às mulheres no início do século XIX, aqui no Brasil: "Até 1815, a educação feminina se restringia ao aprendizado de orações e de alguns cálculos de memória, não sabendo a maior parte das mulheres nem ler, nem escrever, nem fazer as operações. Seu único lazer consistia nos trabalhos de agulha. Os pais e os maridos favoreciam essa ignorância a fim de impedir a correspondência amorosa. Foi apenas a partir de 1820 que a educação feminina tomou verdadeiro impulso, como atesta Debret: 'Os meios de ensino multiplicaram-se de tal maneira de ano para ano que, já hoje, não é raro encontrar-se uma senhora capaz de manter uma correspondência em várias línguas e apreciar a leitura, como na Europa'".

[Esse livro é uma boa indicação para aqueles que já leram o 1808, do Laurentino Gomes, e querem continuar a acompanhar os acontecimentos que se sucedem à vinda da família real para o Brasil, ou mesmo dar continuidade a essa saga, só que agora tendo como personagem central o controverso D. Pedro I]

domingo, 13 de julho de 2008

Os Leões de Bagdá

Logo após a invasão de Bagdá pelas tropas americanas, em abril de 2003, os canais de televisão e os jornais, noticiaram a fuga de quatro leões do zoológico local, destruído por bombardeios. Esse é o mote da HQ – História em Quadrinhos – Os Leões de Bagdá.
O escritor Brian K. Vaughan escolheu os leões para contar a história da guerra, dando a eles características que fazem o leitor refletir sobre a questão humana e, principalmente, sobre a liberdade abordada sob a perspectiva de protagonistas que a encaram de diferentes olhares.

Leia a descrição dos personagens feita pelo jornal Folha de S.Paulo, em 12 de julho:

Zill, o leão adulto, é um “oportunista benevolente”, que até sente saudade da liberdade, mas que aceita viver sob qualquer tipo de “governo” (ou seja, de tratador) desde que sua família seja bem alimentada.
Noor é a rebelde que quer conquistar sua própria liberdade, em vez de ser liberta por alguma força externa. “Não importa como eles nos tratavam, aqueles que nos mantiveram cativos sempre serão tiranos”, diz ela, a certa altura.
Safa é a idosa com memórias vivas das dificuldades e dos perigos do passado, que prefere trocar parte de sua liberdade por segurança, enquanto Ali é o jovem inexperiente, que só conheceu a vida no zôo.


A Panini, editora que lançou aqui no Brasil a HQ, criou um hotsite que vale muito à pena ser visitado:
http://web.hotsitepanini.com.br/leoesdebagda/index.php

Lá, é possível conhecer melhor a história, os personagens, o autor e, o mais legal de tudo, ver um preview com trechos da HQ! Os desenhos são fabulosos e os rascunhos podem ser vistos na sessão Extras.
Tom, Raul, Ângela, Cristine, Gabriel e todos os alunos que gostam de HQs vão empregar muito bem os R$ 19,90 nesta Graphic Novel de 140 páginas. Os outros podem passar a levar a sério os “gibis”! =D

terça-feira, 8 de julho de 2008

Para se pensar, não?

A edição deste mês da Revista Piauí traz na página 31 uma foto que parece ter sido extraída de um filme noir (filme noir é um estilo de filme associado a filmes policiais, que retrata seus personagens principais num mundo cínico e antipático. O filme noir é derivado dos romances de suspense da época da Grande Depressão. Muitos filmes noir foram adaptados de romances policiais do período, e do estilo visual dos filmes de terror da década de 1930. Os primeiros filmes noirs apareceram no começo da década de 1940. Pra que fique mais claro o que é, mesmo que você não compre a revista, pare na banca e abra-a na página, isso não custa nada). A figura da foto é Jorge Lanata, famoso, segundo a revista, por ter ganho fama como “radialista, apresentador de tevê, escritor, documentarista, diretor de videoclipes de rock e editor”. Crítico do governo argentino, Lanata é polêmico e irônico. Em seu livro Argentinos, “ele procura analisar a formação socioeconômica da Argentina e sustenta que os negros foram exterminados de propósito nas guerras de independência, dizendo que os escravos foram colocados na linha de frente das batalhas. Cita como argumento o censo de 1810, quando os negros correspondiam a 25% da população. No de 1887, eram apenas 1,8%”.
A reportagem não se prende apenas às muitas facetas de Lanata. Ela denuncia as restrições impostas à imprensa argentina pelo governo da presidente Cristina Kirchner e sua família. Para atingir esse objetivo, ouve outros jornalistas e pessoas ligadas à imprensa. Num determinado momento, compara cifras gastas na imprensa argentina com as gastas no Brasil. “Só no ano passado, os jornais brasileiros arrecadaram 100 milhões de reais em publicidade do governo Lula”. Vejam que este valor refere-se apenas aos gastos do Governo Federal com a publicidade veiculada em mídia impressa, descartando os gastos com revistas e outros periódicos. Imaginem se somarmos a essa quantia os gastos dos governos estaduais, municipais, partidários e os valores destinados a outros veículos como tv, rádio, internet, etc! Acredito que isso é suficiente para pensarmos se os meios de comunicação nos oferecem um serviço de informação confiável. Seriam eles éticos a ponto de abrirem mão dessa quantia para criticarem o governo como se deve?
Há cinco anos nenhum repórter da empresa de Jorge Fontevecchia, dono da maior editora de revistas da Argentina, é atendido por qualquer integrante do governo. Sua empresa não recebe um centavo de publicidade oficial. O ex-presidente da Argentina, Nestor Kirchner, casado com Cristina Kirchner, atual presidente do país, declarou que a única pessoa que odiava era Fontevecchia. Se ligarmos os dois fatos, fica claro que, por não receber um centavo de publicidade do governo, as publicações do empresário ficam livres para criticar, denunciar e publicar os fatos como se sucedem, ou seja, exercer o verdadeiro papel da imprensa. Será que esse é o motivo de ser a única pessoa odiada pelo ex-presidente? Será que isso é um problema exclusivo da imprensa argentina? É para se pensar, não?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Informação Capital

No .último dia 24, li no site da revista Carta Capital, uma reportagem intitulada Um Torturador à Solta. Quis compartilhar a leitura com os alunos da 3ª Série do Ensino Médio, mas não sabia como fazê-lo. Acabei disponibilizando-a em um comentário feito no blog da sala. Bem, não era o lugar mais adequado e, então, achei certo criar o Sétima Aula. Quero, neste espaço, compartilhar com todos os alunos informações interessantes e importantes que constroem – com as artes, a política, os fatos do dia-a-dia – a História do mundo.

Como não podia deixar de ser, seguem abaixo os links com a reportagem:

1. Impunes, por enquanto
2. 'Isto é que é tortura'
3. Como eles agiam