Cheguei a pensar que, por causa das férias, vocês deixariam de lado a leitura conjunta do diário. Depois de não ter visto movimentação, nem comentários no blog desde o último post, estava quase convencido disso. Até que, para minha surpresa, surge o Doppel me lembrando que eu devia ter postado no último domingo. Que ótimo! Isso significa que terminamos de ler O Diário de Anne Frank!
Fiquei muito contente em ter vivido esta experiência com vocês e reafirmado para mim mesmo que um livro pode ser lido de muitas maneiras e trazer experiências diversas, sendo todas elas muito significativas. Antes de dividir com vocês minhas impressões sobre as últimas páginas do livro, gostaria de pedir para que todos os que acompanharam o grupo nesses quase três meses, colocassem suas opiniões, apontassem os aspectos positivos e negativos desse tipo de leitura e sugerissem novos títulos para, quem sabe, organizarmos outra atividade como essa, dando força a um grupo de leitura que poderia surgir e tomar força em nosso colégio. Acho que só temos a ganhar com isso. Não só como alunos, mas como cidadãos e pessoas preocupadas em atuar no mundo de maneira consciente. Esse tipo de atividade é, muitas vezes, capaz de ultrapassar o conhecimento que obtemos na sala de aula.
Sobre o livro, não precisamos falar sobre todas as coisas tristes que envolvem o seu desfecho, já que isso é um sentimento que todos do grupo compartilham, não é? É realmente duro tomar conhecimento do fim trágico das pessoas que estavam no Anexo, sabendo que, dentro de pouquíssimos dias, todos estariam sãos e salvos para, aos poucos, reorganizarem suas vidas e darem direção aos seus sonhos e objetivos.
Em minha opinião, o que o diário da Anne Frank tem de grandioso é o fato de ele conseguir mostrar para nós como a História não é um emaranhado de acontecimentos registrados em livros didáticos, distanciando o aspecto humano dos acontecimentos históricos. Livros como O Diário de Anne Frank, Hiroshima, As boas mulheres da China, e tantos outros, nos apresentam o verdadeiro agente da história: homens, mulheres, crianças, ou seja, nós. Imagine que cada vítima do Holocausto tinha uma história pessoal complexa, ligada à vida de muitas outras pessoas, regada a amores, amizades, inimizades, sonhos e frustrações – assim como cada um de nós. O livro que lemos juntos humaniza a História. E humanizar a História significa tomarmos consciência do nosso papel no mundo, afinal, você não faz só parte das estatísticas que preenchem livros escolares, não é verdade? Você tem uma história escrita e registrada na sua memória e na das pessoas ao seu redor. Por isso, é importante que você a escreva da melhor maneira possível!
Aguardo a impressão de vocês sobre o livro e a leitura em conjunto.
Boas férias a todos.
Um grande abraço,
Professor Carlos
Fiquei muito contente em ter vivido esta experiência com vocês e reafirmado para mim mesmo que um livro pode ser lido de muitas maneiras e trazer experiências diversas, sendo todas elas muito significativas. Antes de dividir com vocês minhas impressões sobre as últimas páginas do livro, gostaria de pedir para que todos os que acompanharam o grupo nesses quase três meses, colocassem suas opiniões, apontassem os aspectos positivos e negativos desse tipo de leitura e sugerissem novos títulos para, quem sabe, organizarmos outra atividade como essa, dando força a um grupo de leitura que poderia surgir e tomar força em nosso colégio. Acho que só temos a ganhar com isso. Não só como alunos, mas como cidadãos e pessoas preocupadas em atuar no mundo de maneira consciente. Esse tipo de atividade é, muitas vezes, capaz de ultrapassar o conhecimento que obtemos na sala de aula.
Sobre o livro, não precisamos falar sobre todas as coisas tristes que envolvem o seu desfecho, já que isso é um sentimento que todos do grupo compartilham, não é? É realmente duro tomar conhecimento do fim trágico das pessoas que estavam no Anexo, sabendo que, dentro de pouquíssimos dias, todos estariam sãos e salvos para, aos poucos, reorganizarem suas vidas e darem direção aos seus sonhos e objetivos.
Em minha opinião, o que o diário da Anne Frank tem de grandioso é o fato de ele conseguir mostrar para nós como a História não é um emaranhado de acontecimentos registrados em livros didáticos, distanciando o aspecto humano dos acontecimentos históricos. Livros como O Diário de Anne Frank, Hiroshima, As boas mulheres da China, e tantos outros, nos apresentam o verdadeiro agente da história: homens, mulheres, crianças, ou seja, nós. Imagine que cada vítima do Holocausto tinha uma história pessoal complexa, ligada à vida de muitas outras pessoas, regada a amores, amizades, inimizades, sonhos e frustrações – assim como cada um de nós. O livro que lemos juntos humaniza a História. E humanizar a História significa tomarmos consciência do nosso papel no mundo, afinal, você não faz só parte das estatísticas que preenchem livros escolares, não é verdade? Você tem uma história escrita e registrada na sua memória e na das pessoas ao seu redor. Por isso, é importante que você a escreva da melhor maneira possível!
Aguardo a impressão de vocês sobre o livro e a leitura em conjunto.
Boas férias a todos.
Um grande abraço,
Professor Carlos