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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Por que pior que tá não fica?

Visitei o blog do meu amigo – uns tragos e uns pensamentos – e achei muito boa a resposta que ele deu para o “pior que tá não fica”, da propaganda eleitoral. Ele postou a música “Burrice”, do álbum Defeito de Fabricação, do Tom Zé:



Pra completar, cabe a música “Politicar”, do mesmo álbum:

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Uma noite em 67

Dia 30/07, sexta-feira, estreia Uma noite em 67. O título do documentário refere-se à noite de 21 de outubro de 1967, quando, no teatro Paramount, em São Paulo, ocorreu a final do III Festival de Música Popular da TV Record.

Era a época dos festivais, momento da nossa história em que a juventude buscava encontrar na música, algo mais do que ela transmitira em outras épocas. A música passou a ter o papel de romper o silêncio imposto pela ditadura, dando voz a uma geração que teve de se calar – mas que optou pelo contrário, quando era possível fazê-lo.

Assim que vi o trailer, fiquei com saudade de uma época que não vivi.



Essa noite de 67 é tão importante para compreendermos as transformações provocadas na música brasileira, que, para os interessados no assunto, o documentário acaba se tornando um dos melhores filmes para essa última semana de férias. Quem sabe, se um dia retomarmos aquele projeto de história da música brasileira, não vamos assisti-lo juntos?

domingo, 25 de abril de 2010

Letra A - ANIMA

Bem, pra inaugurar a discoteca do sétima aula, escolhi um grupo que encontrei em uma andança pela internet, anos atrás. Acho que esse grupo, o ANIMA – musica mundana humana et instrumentalis, tem tudo a ver com esse espaço. Eles misturam pesquisa histórica e música, buscando retratar a música da Idade Média, da Renascença e das comunidades não letradas de áreas rurais do Brasil. Dessa forma, conseguem registrar as tradições musicais que por muito tempo são passadas de geração em geração pela oralidade, ou seja, sem registros escritos ou capturados por qualquer tipo de gravação.

Podemos defini-los como historiadores da música. Não são os primeiros a fazer isso e esperamos que não sejam os últimos. O modernista Mario de Andrade, isso mesmo, aquele da Semana de Arte Moderna, de 1922, realizou trabalho semelhante. Mas ele focou sua pesquisa na música regional brasileira, registrando através de partituras e gravações de rolo muitas cantigas e batuques que, até então, eram desconhecidos do público geral.

Dos cinco discos lançados pelo grupo, tenho apenas três. E foi desses álbuns que eu tirei as duas músicas que escolhi para postar aqui. A primeira, Deodora, é instrumental. Remete o ouvinte à Idade Media e ao Renascimento. Mas, no decorrer da música, é possível identificar as raízes que também compõem a nossa música. Vale lembrar que a corte, quando atracou por aqui, trouxe a música europeia, e, antes disso, mouros, judeus, flamengos, espanhóis, os próprios portugueses e outra infinidade de pessoas vindas de várias partes do mundo já haviam passado por aqui e, possivelmente, assobiado alguma coisa ou tocado suas flautas e seus instrumentos.

A segunda música, Santidade – Mundano, resgata as cantigas brasileiras criadas a partir do cotidiano do povo e da religião, presentes no imaginário coletivo.

E, para terminar, incluí um vídeo em que o grupo comenta um de seus espetáculos e dá uma aula sobre os instrumentos medievais que tocam.

Acessem o site do ANIMA.

Espero que gostem.





segunda-feira, 19 de abril de 2010

Discoteca do Sétima Aula

Na casa em que cresci, sempre ouvi música popular brasileira. Meu pai, como bom sanfoneiro, não poderia deixar de ter como ídolo Luiz Gonzaga, o rei do baião, seu pupilo Dominguinhos e Sivuca. Isso significa que todos os LPs desses sujeitos que ele encontrasse à venda no Carrefour, durante as cansativas compras de mês que fazíamos no domingo posterior ao pagamento do seu salário, ele traria para casa e preencheria o espaço entre a vitrola e a divisória da estante. Espaço que, com o passar do tempo, ficou pequeno para a sua coleção de discos.

Nessa época, eu, com treze anos, não conseguia suportar por muito tempo essas músicas que meu pai ouvia por horas a fio. E, nos fins de semana, quando não as estava ouvindo, estava tocando seu acordeom. Eu gostava de rock, começava a arriscar as primeiras notas em um violão que troquei por um Dynavision e, como todo garoto daquela idade, pretendia tocar Stairway to Heaven e Wish You Were Here – ainda hoje vocês começam a estudar violão imaginando tocar essas mesmas músicas?

No colégio, muitos de meus amigos tocavam instrumentos musicais, de gaita à cítara. E um deles, de quem eu era mais próximo, por estudarmos na mesma sala, tocava guitarra muito bem e, por ter uma ótima condição financeira, tinha uma coleção de CDs que ocupava uma estante inteira do seu quarto. Como seu pai vivia viajando a trabalho para os EUA, sua coleção não parava de crescer. E era lá que ouvíamos bandas como Jane’s Addiction, Infectious Groove, Biohazard, Pantera, Dream Theater e Slayer. Até que um dia, depois de estudarmos para uma prova de matemática, meu amigo me mostrou um cd que havia pegado da coleção de seu irmão: Gilberto Gil Unplugged (MTV), o acústico do Gil. Olhei o cd com desconfiança – aquela resistência que os adolescentes costumam demonstrar às coisas que não pertencem ao seu universo. Depois, meu amigo tocou algumas das músicas em seu violão, enfatizando a genialidade musical desse compositor. Ainda não havia me convencido de que aquilo era bom, e tinha estranhado o fato de ter gostado do que ouvi – naquela época eu pensava que alguém da minha idade não poderia ouvir algo que não fosse rock. Pedi para ele fazer uma cópia numa fita K7, claro, e fui embora ouvindo o Gil.

Dias depois, lá estava o mesmo Gilberto Gil nas aulas de História e Literatura. Ele, seus parceiros e amigos tornaram-se os protagonistas de aulas que tinham como tema a luta contra o regime militar e a censura. E foi assim que eu percebi o quanto teria perdido se não tivesse voltado para casa, naquele dia, ouvindo a fita do Gil.

Eu havia, definitivamente, rompido o preconceito musical. Passei a ouvir o que meu pai tinha em casa. Peguei gosto pela música popular e instrumental brasileira. E tive a certeza que não seria só um roqueiro, ou melhor, um fã de rock, quando eu e meus amigos passamos a viajar para a praia ouvindo Jimmy Hendrix, mas tocado pelos baianos Gilberto Gil e Caetano Veloso (coloquei a música no fim do post – aposto que vocês vão gostar). Era impressionante como as duas coisas (o rock e a MPB) podiam conviver em harmonia. Foi aí que entendi o que era o Tropicalismo e a proposta musical de Chico Science, Lenine e toda essa turma.

Por isso, resolvi postar aqui no blog, no mínimo a cada quinze dias, uma indicação de música brasileira, preferencialmente instrumental ou que não esteja no grande circuito, para dividir com vocês o prazer que senti quando ampliei meu gosto musical. Pretendo postar um músico para cada letra do alfabeto. É mais ou menos como uma discoteca do sétima aula de A a Z. Claro que algumas letras vão ter uma infinidade de ótimos músicos e compositores, alguns que conheço e outros que nunca ouvi, mas vou tentar colocar aquele que acho mais interessante, para que funcione como um bate-papo entre um amigo que está compartilhando aquilo que gosta com o outro. O que vocês acham?

Enquanto eu penso no primeiro, na letra A, vamos ouvir Wait until tomorrow, do Hendrix, tocada e cantada por Caetano e Gil?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Tamota Moriore

Um dos integrantes do Mawaca colocou no YouTube uma das músicas apresentadas no show Rupestres Sonoros.
Como os vídeos do post anterior não eram da apresentação que assisti, incluí esse – provavelmente gravado no Auditório Ibirapuera, no final de semana em que acompanhei o espetáculo – para ilustrar melhor as sensações criadas por essa experiência musical de transformar arte rupestre em som.



***
As informações abaixo foram extraídas do site:
http://www.mawaca.com.br/mawaca/index.html

TAMOTA MORIORE/KOKIRIKO NO BUSHI

Tamota é uma canção usada para dar início à troca ritual de presentes e comidas entre dois grupos, os da aldeia e os da floresta. No encarte do LP Xingu, consta que essa música pertence ao grupo de Kritão, um importante chefe Txucarramãe, já falecido. No meio do canto Txucarramãe, citamos um trecho de Kokiriko bushi, a canção folclórica mais antiga do Japão, do povoado Goka, na província de Toyama. Cantada pelos plantadores de arroz, ela tem a função de pedir aos deuses xintoístas proteção e uma boa colheita. Essa canção aprendida oficialmente nas escolas, ficou por muito tempo esquecida no início do século XX, quando foi vetado o contato com canções de estilo folclórico – o minyo. Mas nesta última década, ela se popularizou novamente e ganhou até versões para ringtones de celular!
Kokiriko é também um instrumento de bambu 23 centímetros, cujo som, parecido com o de uma matraca, é usado pelos cantadores enquanto percorrem os arrozais. Assim se comunicam entre as montanhas.

Na verdade, Kokiriko é um tipo de bambu usado nos telhados das fazendas centenárias de Goka, hoje considerada patrimônio cultural por conta dessa tradição milenar. E esse bambu usado nas construções, quando secava, produzia um som tão bonito que acabou por dar origem ao instrumento.

E como se encontram esse Brasil e esse Japão?

Esse é um encontro tão surpreendente quanto inescapável! As duas canções se referem a costumes comuns aos japoneses e aos índios brasileiros: ambas fazem parte de momentos rituais coletivos em que a natureza como provedora se torna motivo para cantar às forças superiores, pedindo que intercedam pelo bem do grupo.

TAMOTA MORIORE/KOKIRIKO NO BUSHI

Txucarramãe (Mato Grosso) e Goka (Japão)
canto de despedida dos Txucarramãe, grupo Kayapó do Xingu
cantiga folclórica japonesa de Toyama
baseada em áudio do LP Xingu Cantos e Ritmos – Phillips 1972
transcrição, adaptação e arranjo: Magda Pucci
base eletrônica: Xuxa Levy

Tamota moriore, more timore timore, timore
Re timore, timore timore

Kokiriko no take wa
Shichisun gobu djá

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Rupestres Sonoros

Assisti no último final de semana a um show singular. Eu digo isso porque ele me levou a reafirmar intimamente algo que eu já tinha plena convicção; o Brasil é musical por excelência.

Essa característica do nosso país é tão marcante, que para mim é impensável compreender grande parte da nossa história sem levar em conta as manifestações musicais. Dei-me conta disso inconscientemente ao ouvir as músicas que preenchiam as manhãs e tardes da minha infância; e conscientemente quando, ainda na faculdade, lendo a bibliografia necessária para minha monografia – que tratava das pinturas rupestres dos povos que habitaram o Brasil durante a nossa pré-história –, descobri que o homem americano há alguns milhares de anos era tão preocupado em reproduzir seu imaginário através de sons, que chegou a criar instrumentos que o capacitassem para essa tarefa – é o que nos diz as pesquisas que tratam do assunto, sugerindo a confecção de uma flauta feita com osso, além de alguns tambores; e também a dança, explicitamente representada nas pinturas que cobrem as paredes dos sítios arqueológicos do Brasil.

Depois disso, na primeira metade do século XVI, com a chegada dos primeiros africanos, nosso país inicia uma fusão musical tão espetacular que eu a encaro como um acontecimento mágico dentro de uma história muitas vezes trágica. O mundo hoje classifica essa música como fusion, brasilian jazz ou world music. Os músicos brasileiros preferem chamá-la, acertadamente, de música brasileira. Afinal, o fusion é a nossa característica cultural particular. Somos musicalmente indígenas, europeus, africanos, mouros, orientais...

E o Mawaca, o grupo que vi nesse final de semana, traduz genialmente tudo isso. Assisti-lo foi o mesmo que materializar diante dos meus olhos todas as minhas convicções sobre o que é o Brasil musicalmente: pré-história, colônia, império, imigração e, por fim, magia.

O show chama-se Rupestres Sonoros – O Canto dos Povos da Floresta. O nome já dialoga comigo de maneira muito pessoal, é familiar demais. Quando vi no telão imagens da Pedra Furada – PI, fui arrebatado para o Brasil que nem a expedição de Cabral conheceu.

Visitem o site do Mawaca. Lá é possível baixar algumas músicas.







quinta-feira, 23 de abril de 2009

Escola de Rock

Não é de agora que os professores, funcionários e alunos do Colégio 8 de Maio se habituaram a encontrar nos corredores, e demais pavimentos do colégio, os headbangers. É fato: esse pessoalzinho já virou uma tribo que aprendemos a gostar e admirar. Andam pra lá e pra cá chacoalhando a cabeleira, são inquietos e campeões de “air guitar”, modalidade de esporte também adotada pelos pequenos. Usam coturnos que um dia já foram dos pais – o tamanho de alguns deles denuncia –; nos pulsos, não faltam os spikes, braceletes de couro infestados de rebites; no peito, ao invés de crucifixos, ou de um outro balangandã qualquer, carregam com orgulho uma palheta transformada em pingente; em casa, o jogo preferido é o Guitar Hero, e no iPod não entra som emo ou pagode. Quando estão eufóricos, felizes, ou mesmo na boa, batem cabeça e falam mais alto do que deviam; se a música é boa, fazem a mesma coisa, mas, além disso, levantam o braço e mostram os dedos indicador e mindinho eriçados, fazendo o sinal do Mano Cornuto, popularizado pelo ídolo Dio. Assim que tiverem idade – e barba – suficiente, irão realizar o desejo de ter um bigodão igual ao do Paul Teutul, do American Choppers. Esses caras – e minas – são um barato! Já chegaram a realizar uma festa de debutante onde o traje obrigatório foi bandana e jaqueta de couro, no lugar do convencional terno e gravata.
Tanta criatividade e tamanha aptidão musical não poderiam ter resultado em outra coisa: montaram uma banda de rock, o General Ace! Mas, diferente do filme, onde o Dewey Finn ensina a molecada a tocar e gostar de rock, no General Ace, o professor com pinta de regueiro – que na verdade é fã de Brujeria – é o baterista; na sala, o que ele ensina é matemática.

Abaixo estão os links para fazer o download das cinco faixas gravadas pela banda.
Parabéns, galera!

3030
Blameless
We go Down
Democracia
Rock in the Free World

sábado, 4 de abril de 2009

Sebos e Descobertas

Mais de uma pessoa já me perguntou se li o Código Da Vinci, de Dan Brown. Vi o filme e não gostei. Pra falar a verdade, achei péssimo. Mas não foi por isso que deixei de ler o livro. Só não li porque ele não me escolheu. Eu acredito nisso. Livros, LP’s, CD’s, shows, HQ’s, peças de teatro e filmes, possuem essa faculdade: a de escolher público, leitor, ou ouvinte.
Me dei conta disso um tempo atrás, quando não era comum as pessoas terem computadores em casa, muito menos internet. Naquela época – e não pense que porque eu disse naquela época, significa que faz muito tempo, ou que sou mais velho do que você imagina; eu estou falando do início dos anos 90, tipo assim, 93, 94, certo? – o meu Google era um Sebo lá em Sto. Amaro, na Brigadeiro Luís Antônio, ou no Centro de SP [será que ainda existe o Sebo do Messias?]. Era lá que as coisas me escolhiam.
Como eu não conhecia muita coisa além daquilo que os amigos me apresentavam, ou que eu via e ouvia em casa, na TV, ou no rádio, acabava investindo R$ 5,00 ou R$ 10,00, em algo que me chamasse a atenção – que me escolhesse.
A “flauta mágica” do Jethro Tull, eu só ouvi porque fui seduzido pela capa mais que fantástica do álbum The Broadsword and The Beast. Como no dia eu tinha R$ 8,00, e o LP custou 5,00, investi o troco num outro vinil, mas de um francês que tocava violino: Jean Luc Ponty [Mauro, falei com você sobre esse cara, ontem. Lembra?]. Nunca tinha ouvido falar em nenhum dos dois, mas eu tinha R$ 8,00 e as capas eram legais.
Em casa espirrei feito um doido. A poeira de Sebo é bem criada, poderosa, dessas que grudam e só saem com Veja. E claro, provocam séries de espirros intermináveis em pessoas que sofrem de rinite, como eu. Mas depois, de nariz assoado e vinil lavado, ouvi, ouvi e ouvi as aquisições. Estranho, diferente e... gostei!
Esses dias fiz o download de umas músicas do Jean Luc Ponty. Mas a facilidade de conseguir outras, ou mesmo a sua discografia, faz com que você acabe deixando de lado as que acabou de baixar, sem ao menos ouvi-las com a devida atenção. Por isso, experimente ser escolhido por alguma coisa em um Sebo, livraria, ou sei lá onde. Essa descoberta pode ser interessante. Na pior das hipóteses você vai dar um passeio, sair da frente do computador e espirrar.

Aqui está um site onde você pode encontrar alguns endereços de Sebos em SP: Sebos da Grande São Paulo
E abaixo, a capa fantástica do LP do Jethro Tull:


Abraços!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Livros da Mojo

Na minha opinião música e literatura se relacionam de, no mínimo, três maneiras: 1) Música serve de pano de fundo para uma boa história. Seja para acompanhar a leitura ou fazer parte do universo textual. 2) Histórias, reais ou fictícias, inspiram músicos e compositores. 3) Música serve como um marcador de memória. Quando ouvimos determinada canção nos lembramos de uma história que pode ter acontecido, que só existe na nossa imaginação ou que virou texto. É como um cheiro que nos faz lembrar de alguma coisa. Bem, música e literatura tem tudo a ver, não é mesmo?

Existe uma editora digital que foi criada porque acredita na relação entre a música e a literatura. A Mojo Books tem como proposta responder a seguinte pergunta: Se música fosse literatura, que história contaria? É por isso que ela só publica livros, HQs e pequenos contos inspirados por músicas. Se um álbum inspirou o escritor, trata-se de um livro. Se foi uma única música – e por conta disso o texto é mais curto – é um single. Caso o escritor queira recontar a história escrita por outra pessoa, virou um remix. Ou seja, na Mojo Books você pode ler – ou escrever – um Álbum (livro), Single ou Remix. E o melhor é que todos os textos podem ser baixados do site depois de um cadastro. Se você quiser a versão impressa do livro, todo mojobook cabe dentro da caixinha de CD. Dá pra colocar na estante junto com os seus álbuns prediletos. Os livros vão de Pantera a Chico Buarque. Fica ao gosto do freguês.
Acessem Mojo Books e boa leitura (ou seria audição?)!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Senhor Sandman – a música.

Como eu sei que ninguém gosta de ler post muito grande, deixei para esse a influência da música Mr. Sandman, na obra de Neil Gaiman – cantarolada por Constantine em Prelúdios & Noturnos vol. 1.
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A música gravada em 1954, pelo grupo vocal feminino The Fabulous Chordettes – ou apenas The Chordettes –, tornou-se um sucesso mundial, elevando as meninas à condição de superstars. A popularidade da canção resistiu ao passar dos anos e fez parte da trilha sonora dos filmes Philadelphia e De Volta para o Futuro I. No início da década de 90, foi gravada pelo Blind Guardian, banda alemã de power metal.
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Separei para vocês a gravação original do The Chordettes e o clip do Blind Guardian. Esse último, assim como a música, foi gravado no início dos anos 90, mas mantêm uma roupagem anos 80. Reparem que no início, os integrantes do Blind fazem uma referência às meninas do The Chordettes. Abraços.




quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Morreu o último "Experience".

Mitch Mitchell, baterista da The Jimi Hendrix Experience, faleceu no último dia 12, aos 61 anos, na cidade de Portland, EUA.
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Em 1966, Jimi Hendrix chegou à Inglaterra. Acompanhado de seu agente, Chas Chandler, iniciou a procura pelos músicos que formariam sua banda, a The Jimi Hendrix Experience. Mitchell tocava bateria em Londres e, graças à sua relação com o jazz, recebeu o convite para integrar aquele que seria um dos maiores e mais notórios power trio da história do rock. Futuramente ficaria conhecido como um dos responsáveis pela popularização do fusion – mistura do jazz com outros ritmos, como o rock. Além dele, Hendrix convidou Noel Redding para o baixo. O curioso é que Noel era guitarrista – e nunca havia tocado baixo –, mas Jimi gostou do estilo e atitude do rapaz.
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Mitchell, em pouco tempo, deixou de ser o baterista que acompanharia a maior guitarra da história, transformando, ao lado de Redding, a Experience numa banda com direito à calçada da fama e demais honras e reconhecimentos. Tocou no Woodstock e gravou os três primeiros álbuns de Hendrix, ou seja, os seus maiores sucessos. Após a morte prematura de Jimi, gravou canções inéditas e outras inacabadas pelo parceiro. Morreu sozinho, de causa natural, em um quarto de hotel, após uma seqüência de 18 shows ao lado de gigantes da guitarra como Buddy Guy.
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Charles Gavin, baterista dos Titãs, colecionador de discos e pesquisador, leva ao ar, toda quinta-feira, às 20h, na Rádio Eldorado, o programa Quintessência. No mês passado dedicou uma edição inteirinha em memória de Mitch Mitchell, com direito a muitos dos sucessos de Hendrix. Confiram o podcast clicando aqui e boa audição!


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Links: FIB e Dick Farney

Nas aulas de Filosofia dessa terça-feira, comentei com o 8º e 9º ano a iniciativa do Butão, pais asiático que passou a medir o seu desenvolvimento interno pelo índice de felicidade dos cidadãos; substituindo o PIB - Produto Interno Bruto, pelo FIB - Felicidade Interna Bruta. Para conhecer melhor essa iniciativa, clique aqui e conheça o blog mantido pelo Instituto Visão Futuro.

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Dick Farney, pianista responsável pela fusão da música brasileira com o jazz, foi um dos músicos que mais despertou interesse em boa parte dos alunos. Por esse motivo, resolvi indicar um programa da Rádio Eldorado, chamado Sala dos Professores, onde Daniel Daibem dá uma verdadeira aula de 20 minutos sobre o cara, ressaltando essa influência do jazz na nossa música pré-bossa nova, em meados da década de 40. Clique aqui para ser direcionado à pagina da rádio e boa audição!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Projeto Bossa Nova – Fim ou Começo?

E não é que o nosso projeto Bossa Nova – Tropicalismo deu certo!

Foi com alegria que eu li o questionário respondido por vocês. Descobri que muitos já conheciam e gostavam da boa e velha música brasileira, outros descobriram que gostavam, antes mesmo de conhecer alguns detalhes, e alguns continuam sem gostar; mas conhecem e podem dizer porque não gostam.

Confesso que, durante esse semestre, me emocionei inúmeras vezes nas tardes de segunda-feira. Vê-los ouvir em silêncio Dick Farney, Frank Sinatra, João Gilberto, Tom e Vinícius em tempos de musicaoslixo, foi uma experiência fantástica. Uma verdadeira prova de que é na mão de vocês que a cultura vive, se multiplica, cresce e toma a idiotice de assalto.

Obrigado pela atenção e curiosidade.

As sugestões para futuros projetos serão levadas ao conhecimento da direção. Acho que é um bom começo para o ano que vem.

Para encerrar o projeto, selecionei as canções que vocês mais gostaram, segundo o próprio questionário, e preparei um playlist. Boa audição!



MixwitMixwit make a mixtapeMixwit mixtapes

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Bossa Nova em MP3

Já deixei na biblioteca do colégio um cd com as canções das aulas 1, 2 e 3 do Projeto Bossa Nova. Os álbuns citados nas aulas estão completos e no formato MP3.
Boa audição!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Fino da Bossa

2008 é um ano para deixar qualquer professor de história entusiasmado, inspirado ou louco! Bicentenário da chegada da corte portuguesa no Brasil, acompanhada das inúmeras transformações de nossa história; noventa anos do término da I Guerra Mundial; centenário do nascimento de Guimarães Rosa, Cartola, Olga Benário, Simone de Beauvoir e do compositor russo Rimsky Korsakov; centenário da morte de Machado de Assis; centenário da imigração japonesa; 40 anos das revoluções iniciadas em maio de 68; e, por fim, 50 anos de Bossa Nova.
Por causa da enxurrada de publicações, fui obrigado a fazer concessões e escolher aquelas, segundo meu ponto de vista, essenciais. Já com as exposições, fraquejei. Ontem fui ao Parque do Ibirapuera e vi as duas sobre os 50 anos da Bossa Nova, uma gratuita no prédio da Bienal (Bossa 50) e outra paga, na Oca (Bossa na Oca).
A Bossa 50 superou minhas expectativas. A exposição, como diz o próprio material entregue na entrada, é múltipla, o que a torna única. Nela estão presentes história, fotografia, moda, música, arquitetura, audiovisual e design, retratando a riqueza cultural que envolve esse estilo musical. A visitação torna-se obrigatória, principalmente aos futuros alunos de Design Gráfico. As principais capas de LP’s produzidos na época, estão expostas sob a organização de Charles Gavin, baterista do Titãs e conhecedor do assunto.
Já a Bossa na Oca, recomendo para os alunos interessados em tecnologia. A exposição parece um set de filmagem do De Volta para o Futuro. Sete jukebox em forma de gigantescos vinis são operadas apenas pelo calor das mãos; as mesas do café exibem vídeos institucionais do Itaú Cultural; o calçadão de Copacabana foi recriado no subsolo; três filmes são exibidos nas paredes da Oca, em “cinemas” pouco convencionais; uma sala chamada O Silêncio, revela ao visitante a experiência de ouvir(?) o silêncio absoluto. Os R$ 10,00 da meia-entrada garantem algumas experiências interessantes.
Confiram as exposições, pelo menos a gratuita.

Alunos do Ensino Médio, preparem-se! A Bossa Nova será tema de algumas aulas-audição na parte da tarde. Até!