Pra completar, cabe a música “Politicar”, do mesmo álbum:
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Por que pior que tá não fica?
Pra completar, cabe a música “Politicar”, do mesmo álbum:
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Uma noite em 67
Era a época dos festivais, momento da nossa história em que a juventude buscava encontrar na música, algo mais do que ela transmitira em outras épocas. A música passou a ter o papel de romper o silêncio imposto pela ditadura, dando voz a uma geração que teve de se calar – mas que optou pelo contrário, quando era possível fazê-lo.
Assim que vi o trailer, fiquei com saudade de uma época que não vivi.
Essa noite de 67 é tão importante para compreendermos as transformações provocadas na música brasileira, que, para os interessados no assunto, o documentário acaba se tornando um dos melhores filmes para essa última semana de férias. Quem sabe, se um dia retomarmos aquele projeto de história da música brasileira, não vamos assisti-lo juntos?
domingo, 25 de abril de 2010
Letra A - ANIMA
Podemos defini-los como historiadores da música. Não são os primeiros a fazer isso e esperamos que não sejam os últimos. O modernista Mario de Andrade, isso mesmo, aquele da Semana de Arte Moderna, de 1922, realizou trabalho semelhante. Mas ele focou sua pesquisa na música regional brasileira, registrando através de partituras e gravações de rolo muitas cantigas e batuques que, até então, eram desconhecidos do público geral.
Dos cinco discos lançados pelo grupo, tenho apenas três. E foi desses álbuns que eu tirei as duas músicas que escolhi para postar aqui. A primeira, Deodora, é instrumental. Remete o ouvinte à Idade Media e ao Renascimento. Mas, no decorrer da música, é possível identificar as raízes que também compõem a nossa música. Vale lembrar que a corte, quando atracou por aqui, trouxe a música europeia, e, antes disso, mouros, judeus, flamengos, espanhóis, os próprios portugueses e outra infinidade de pessoas vindas de várias partes do mundo já haviam passado por aqui e, possivelmente, assobiado alguma coisa ou tocado suas flautas e seus instrumentos.
A segunda música, Santidade – Mundano, resgata as cantigas brasileiras criadas a partir do cotidiano do povo e da religião, presentes no imaginário coletivo.
E, para terminar, incluí um vídeo em que o grupo comenta um de seus espetáculos e dá uma aula sobre os instrumentos medievais que tocam.
Acessem o site do ANIMA.
Espero que gostem.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Discoteca do Sétima Aula
Nessa época, eu, com treze anos, não conseguia suportar por muito tempo essas músicas que meu pai ouvia por horas a fio. E, nos fins de semana, quando não as estava ouvindo, estava tocando seu acordeom. Eu gostava de rock, começava a arriscar as primeiras notas em um violão que troquei por um Dynavision e, como todo garoto daquela idade, pretendia tocar Stairway to Heaven e Wish You Were Here – ainda hoje vocês começam a estudar violão imaginando tocar essas mesmas músicas?
No colégio, muitos de meus amigos tocavam instrumentos musicais, de gaita à cítara. E um deles, de quem eu era mais próximo, por estudarmos na mesma sala, tocava guitarra muito bem e, por ter uma ótima condição financeira, tinha uma coleção de CDs que ocupava uma estante inteira do seu quarto. Como seu pai vivia viajando a trabalho para os EUA, sua coleção não parava de crescer. E era lá que ouvíamos bandas como Jane’s Addiction, Infectious Groove, Biohazard, Pantera, Dream Theater e Slayer. Até que um dia, depois de estudarmos para uma prova de matemática, meu amigo me mostrou um cd que havia pegado da coleção de seu irmão: Gilberto Gil Unplugged (MTV), o acústico do Gil. Olhei o cd com desconfiança – aquela resistência que os adolescentes costumam demonstrar às coisas que não pertencem ao seu universo. Depois, meu amigo tocou algumas das músicas em seu violão, enfatizando a genialidade musical desse compositor. Ainda não havia me convencido de que aquilo era bom, e tinha estranhado o fato de ter gostado do que ouvi – naquela época eu pensava que alguém da minha idade não poderia ouvir algo que não fosse rock. Pedi para ele fazer uma cópia numa fita K7, claro, e fui embora ouvindo o Gil.
Dias depois, lá estava o mesmo Gilberto Gil nas aulas de História e Literatura. Ele, seus parceiros e amigos tornaram-se os protagonistas de aulas que tinham como tema a luta contra o regime militar e a censura. E foi assim que eu percebi o quanto teria perdido se não tivesse voltado para casa, naquele dia, ouvindo a fita do Gil.
Eu havia, definitivamente, rompido o preconceito musical. Passei a ouvir o que meu pai tinha em casa. Peguei gosto pela música popular e instrumental brasileira. E tive a certeza que não seria só um roqueiro, ou melhor, um fã de rock, quando eu e meus amigos passamos a viajar para a praia ouvindo Jimmy Hendrix, mas tocado pelos baianos Gilberto Gil e Caetano Veloso (coloquei a música no fim do post – aposto que vocês vão gostar). Era impressionante como as duas coisas (o rock e a MPB) podiam conviver em harmonia. Foi aí que entendi o que era o Tropicalismo e a proposta musical de Chico Science, Lenine e toda essa turma.
Por isso, resolvi postar aqui no blog, no mínimo a cada quinze dias, uma indicação de música brasileira, preferencialmente instrumental ou que não esteja no grande circuito, para dividir com vocês o prazer que senti quando ampliei meu gosto musical. Pretendo postar um músico para cada letra do alfabeto. É mais ou menos como uma discoteca do sétima aula de A a Z. Claro que algumas letras vão ter uma infinidade de ótimos músicos e compositores, alguns que conheço e outros que nunca ouvi, mas vou tentar colocar aquele que acho mais interessante, para que funcione como um bate-papo entre um amigo que está compartilhando aquilo que gosta com o outro. O que vocês acham?
Enquanto eu penso no primeiro, na letra A, vamos ouvir Wait until tomorrow, do Hendrix, tocada e cantada por Caetano e Gil?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Tamota Moriore
***
As informações abaixo foram extraídas do site:
http://www.mawaca.com.br/mawaca/index.html
TAMOTA MORIORE/KOKIRIKO NO BUSHI
Tamota é uma canção usada para dar início à troca ritual de presentes e comidas entre dois grupos, os da aldeia e os da floresta. No encarte do LP Xingu, consta que essa música pertence ao grupo de Kritão, um importante chefe Txucarramãe, já falecido. No meio do canto Txucarramãe, citamos um trecho de Kokiriko bushi, a canção folclórica mais antiga do Japão, do povoado Goka, na província de Toyama. Cantada pelos plantadores de arroz, ela tem a função de pedir aos deuses xintoístas proteção e uma boa colheita. Essa canção aprendida oficialmente nas escolas, ficou por muito tempo esquecida no início do século XX, quando foi vetado o contato com canções de estilo folclórico – o minyo. Mas nesta última década, ela se popularizou novamente e ganhou até versões para ringtones de celular!
Kokiriko é também um instrumento de bambu 23 centímetros, cujo som, parecido com o de uma matraca, é usado pelos cantadores enquanto percorrem os arrozais. Assim se comunicam entre as montanhas.
Na verdade, Kokiriko é um tipo de bambu usado nos telhados das fazendas centenárias de Goka, hoje considerada patrimônio cultural por conta dessa tradição milenar. E esse bambu usado nas construções, quando secava, produzia um som tão bonito que acabou por dar origem ao instrumento.
E como se encontram esse Brasil e esse Japão?
TAMOTA MORIORE/KOKIRIKO NO BUSHI
Txucarramãe (Mato Grosso) e Goka (Japão)
canto de despedida dos Txucarramãe, grupo Kayapó do Xingu
cantiga folclórica japonesa de Toyama
baseada em áudio do LP Xingu Cantos e Ritmos – Phillips 1972
transcrição, adaptação e arranjo: Magda Pucci
base eletrônica: Xuxa Levy
Tamota moriore, more timore timore, timore
Re timore, timore timore
Shichisun gobu djá
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Rupestres Sonoros
Essa característica do nosso país é tão marcante, que para mim é impensável compreender grande parte da nossa história sem levar em conta as manifestações musicais. Dei-me conta disso inconscientemente ao ouvir as músicas que preenchiam as manhãs e tardes da minha infância; e conscientemente quando, ainda na faculdade, lendo a bibliografia necessária para minha monografia – que tratava das pinturas rupestres dos povos que habitaram o Brasil durante a nossa pré-história –, descobri que o homem americano há alguns milhares de anos era tão preocupado em reproduzir seu imaginário através de sons, que chegou a criar instrumentos que o capacitassem para essa tarefa – é o que nos diz as pesquisas que tratam do assunto, sugerindo a confecção de uma flauta feita com osso, além de alguns tambores; e também a dança, explicitamente representada nas pinturas que cobrem as paredes dos sítios arqueológicos do Brasil.
Depois disso, na primeira metade do século XVI, com a chegada dos primeiros africanos, nosso país inicia uma fusão musical tão espetacular que eu a encaro como um acontecimento mágico dentro de uma história muitas vezes trágica. O mundo hoje classifica essa música como fusion, brasilian jazz ou world music. Os músicos brasileiros preferem chamá-la, acertadamente, de música brasileira. Afinal, o fusion é a nossa característica cultural particular. Somos musicalmente indígenas, europeus, africanos, mouros, orientais...
E o Mawaca, o grupo que vi nesse final de semana, traduz genialmente tudo isso. Assisti-lo foi o mesmo que materializar diante dos meus olhos todas as minhas convicções sobre o que é o Brasil musicalmente: pré-história, colônia, império, imigração e, por fim, magia.
O show chama-se Rupestres Sonoros – O Canto dos Povos da Floresta. O nome já dialoga comigo de maneira muito pessoal, é familiar demais. Quando vi no telão imagens da Pedra Furada – PI, fui arrebatado para o Brasil que nem a expedição de Cabral conheceu.
Visitem o site do Mawaca. Lá é possível baixar algumas músicas.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Escola de Rock
Tanta criatividade e tamanha aptidão musical não poderiam ter resultado em outra coisa: montaram uma banda de rock, o General Ace! Mas, diferente do filme, onde o Dewey Finn ensina a molecada a tocar e gostar de rock, no General Ace, o professor com pinta de regueiro – que na verdade é fã de Brujeria – é o baterista; na sala, o que ele ensina é matemática.
Abaixo estão os links para fazer o download das cinco faixas gravadas pela banda.
Parabéns, galera!
3030
Blameless
We go Down
Democracia
Rock in the Free World
sábado, 4 de abril de 2009
Sebos e Descobertas
Como eu não conhecia muita coisa além daquilo que os amigos me apresentavam, ou que eu via e ouvia em casa, na TV, ou no rádio, acabava investindo R$ 5,00 ou R$ 10,00, em algo que me chamasse a atenção – que me escolhesse.
A “flauta mágica” do Jethro Tull, eu só ouvi porque fui seduzido pela capa mais que fantástica do álbum The Broadsword and The Beast. Como no dia eu tinha R$ 8,00, e o LP custou 5,00, investi o troco num outro vinil, mas de um francês que tocava violino: Jean Luc Ponty [Mauro, falei com você sobre esse cara, ontem. Lembra?]. Nunca tinha ouvido falar em nenhum dos dois, mas eu tinha R$ 8,00 e as capas eram legais.
Em casa espirrei feito um doido. A poeira de Sebo é bem criada, poderosa, dessas que grudam e só saem com Veja. E claro, provocam séries de espirros intermináveis em pessoas que sofrem de rinite, como eu. Mas depois, de nariz assoado e vinil lavado, ouvi, ouvi e ouvi as aquisições. Estranho, diferente e... gostei!
Esses dias fiz o download de umas músicas do Jean Luc Ponty. Mas a facilidade de conseguir outras, ou mesmo a sua discografia, faz com que você acabe deixando de lado as que acabou de baixar, sem ao menos ouvi-las com a devida atenção. Por isso, experimente ser escolhido por alguma coisa em um Sebo, livraria, ou sei lá onde. Essa descoberta pode ser interessante. Na pior das hipóteses você vai dar um passeio, sair da frente do computador e espirrar.
Aqui está um site onde você pode encontrar alguns endereços de Sebos em SP: Sebos da Grande São Paulo
E abaixo, a capa fantástica do LP do Jethro Tull:
Abraços!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Livros da Mojo
Existe uma editora digital que foi criada porque acredita na relação entre a música e a literatura. A Mojo Books tem como proposta responder a seguinte pergunta: Se música fosse literatura, que história contaria? É por isso que ela só publica livros, HQs e pequenos contos inspirados por músicas. Se um álbum inspirou o escritor, trata-se de um livro. Se foi uma única música – e por conta disso o texto é mais curto – é um single. Caso o escritor queira recontar a história escrita por outra pessoa, virou um remix. Ou seja, na Mojo Books você pode ler – ou escrever – um Álbum (livro), Single ou Remix. E o melhor é que todos os textos podem ser baixados do site depois de um cadastro. Se você quiser a versão impressa do livro, todo mojobook cabe dentro da caixinha de CD. Dá pra colocar na estante junto com os seus álbuns prediletos. Os livros vão de Pantera a Chico Buarque. Fica ao gosto do freguês.
Acessem Mojo Books e boa leitura (ou seria audição?)!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Senhor Sandman – a música.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Morreu o último "Experience".
Em 1966, Jimi Hendrix chegou à Inglaterra. Acompanhado de seu agente, Chas Chandler, iniciou a procura pelos músicos que formariam sua banda, a The Jimi Hendrix Experience. Mitchell tocava bateria em Londres e, graças à sua relação com o jazz, recebeu o convite para integrar aquele que seria um dos maiores e mais notórios power trio da história do rock. Futuramente ficaria conhecido como um dos responsáveis pela popularização do fusion – mistura do jazz com outros ritmos, como o rock. Além dele, Hendrix convidou Noel Redding para o baixo. O curioso é que Noel era guitarrista – e nunca havia tocado baixo –, mas Jimi gostou do estilo e atitude do rapaz.
*
Mitchell, em pouco tempo, deixou de ser o baterista que acompanharia a maior guitarra da história, transformando, ao lado de Redding, a Experience numa banda com direito à calçada da fama e demais honras e reconhecimentos. Tocou no Woodstock e gravou os três primeiros álbuns de Hendrix, ou seja, os seus maiores sucessos. Após a morte prematura de Jimi, gravou canções inéditas e outras inacabadas pelo parceiro. Morreu sozinho, de causa natural, em um quarto de hotel, após uma seqüência de 18 shows ao lado de gigantes da guitarra como Buddy Guy.
*
Charles Gavin, baterista dos Titãs, colecionador de discos e pesquisador, leva ao ar, toda quinta-feira, às 20h, na Rádio Eldorado, o programa Quintessência. No mês passado dedicou uma edição inteirinha em memória de Mitch Mitchell, com direito a muitos dos sucessos de Hendrix. Confiram o podcast clicando aqui e boa audição!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Links: FIB e Dick Farney
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Dick Farney, pianista responsável pela fusão da música brasileira com o jazz, foi um dos músicos que mais despertou interesse em boa parte dos alunos. Por esse motivo, resolvi indicar um programa da Rádio Eldorado, chamado Sala dos Professores, onde Daniel Daibem dá uma verdadeira aula de 20 minutos sobre o cara, ressaltando essa influência do jazz na nossa música pré-bossa nova, em meados da década de 40. Clique aqui para ser direcionado à pagina da rádio e boa audição!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Projeto Bossa Nova – Fim ou Começo?
E não é que o nosso projeto Bossa Nova – Tropicalismo deu certo!
Foi com alegria que eu li o questionário respondido por vocês. Descobri que muitos já conheciam e gostavam da boa e velha música brasileira, outros descobriram que gostavam, antes mesmo de conhecer alguns detalhes, e alguns continuam sem gostar; mas conhecem e podem dizer porque não gostam.
Confesso que, durante esse semestre, me emocionei inúmeras vezes nas tardes de segunda-feira. Vê-los ouvir em silêncio Dick Farney, Frank Sinatra, João Gilberto, Tom e Vinícius em tempos de musicaoslixo, foi uma experiência fantástica. Uma verdadeira prova de que é na mão de vocês que a cultura vive, se multiplica, cresce e toma a idiotice de assalto.
Obrigado pela atenção e curiosidade.
As sugestões para futuros projetos serão levadas ao conhecimento da direção. Acho que é um bom começo para o ano que vem.
Para encerrar o projeto, selecionei as canções que vocês mais gostaram, segundo o próprio questionário, e preparei um playlist. Boa audição!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Bossa Nova em MP3
Boa audição!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
O Fino da Bossa
Por causa da enxurrada de publicações, fui obrigado a fazer concessões e escolher aquelas, segundo meu ponto de vista, essenciais. Já com as exposições, fraquejei. Ontem fui ao Parque do Ibirapuera e vi as duas sobre os 50 anos da Bossa Nova, uma gratuita no prédio da Bienal (Bossa 50) e outra paga, na Oca (Bossa na Oca).
A Bossa 50 superou minhas expectativas. A exposição, como diz o próprio material entregue na entrada, é múltipla, o que a torna única. Nela estão presentes história, fotografia, moda, música, arquitetura, audiovisual e design, retratando a riqueza cultural que envolve esse estilo musical. A visitação torna-se obrigatória, principalmente aos futuros alunos de Design Gráfico. As principais capas de LP’s produzidos na época, estão expostas sob a organização de Charles Gavin, baterista do Titãs e conhecedor do assunto.
Já a Bossa na Oca, recomendo para os alunos interessados em tecnologia. A exposição parece um set de filmagem do De Volta para o Futuro. Sete jukebox em forma de gigantescos vinis são operadas apenas pelo calor das mãos; as mesas do café exibem vídeos institucionais do Itaú Cultural; o calçadão de Copacabana foi recriado no subsolo; três filmes são exibidos nas paredes da Oca, em “cinemas” pouco convencionais; uma sala chamada O Silêncio, revela ao visitante a experiência de ouvir(?) o silêncio absoluto. Os R$ 10,00 da meia-entrada garantem algumas experiências interessantes.
Confiram as exposições, pelo menos a gratuita.

