domingo, 22 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Uma noite em 67
Dia 30/07, sexta-feira, estreia Uma noite em 67. O título do documentário refere-se à noite de 21 de outubro de 1967, quando, no teatro Paramount, em São Paulo, ocorreu a final do III Festival de Música Popular da TV Record.
Era a época dos festivais, momento da nossa história em que a juventude buscava encontrar na música, algo mais do que ela transmitira em outras épocas. A música passou a ter o papel de romper o silêncio imposto pela ditadura, dando voz a uma geração que teve de se calar – mas que optou pelo contrário, quando era possível fazê-lo.
Assim que vi o trailer, fiquei com saudade de uma época que não vivi.
Essa noite de 67 é tão importante para compreendermos as transformações provocadas na música brasileira, que, para os interessados no assunto, o documentário acaba se tornando um dos melhores filmes para essa última semana de férias. Quem sabe, se um dia retomarmos aquele projeto de história da música brasileira, não vamos assisti-lo juntos?
Era a época dos festivais, momento da nossa história em que a juventude buscava encontrar na música, algo mais do que ela transmitira em outras épocas. A música passou a ter o papel de romper o silêncio imposto pela ditadura, dando voz a uma geração que teve de se calar – mas que optou pelo contrário, quando era possível fazê-lo.
Assim que vi o trailer, fiquei com saudade de uma época que não vivi.
Essa noite de 67 é tão importante para compreendermos as transformações provocadas na música brasileira, que, para os interessados no assunto, o documentário acaba se tornando um dos melhores filmes para essa última semana de férias. Quem sabe, se um dia retomarmos aquele projeto de história da música brasileira, não vamos assisti-lo juntos?
terça-feira, 20 de julho de 2010
Notícias sobre a Olimpíada
Ontem eu postei sobre a participação do nosso colégio na 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. Mas, como hoje recebi um e-mail do Museu Exploratório de Ciências com um link para uma videoconferência, gravada no dia 1º de julho, com a historiadora Cristina Meneguello, coordenadora da Olimpíada, voltei ao assunto para postar o link.
O vídeo tem quase uma hora de duração e explica quais são os objetivos e a metodologia da Olimpíada. É importante que os alunos participantes o assistam, principalmente aqueles que não participaram da edição passada, já que nele a coordenadora comenta os critérios de avaliação e o formato das questões, incluindo o que se espera extrair delas. Os demais alunos podem conhecer melhor a Olimpíada e, assim, fazerem uso do site, pois nele está disponibilizado o acervo de documentos históricos usados na 1ª Olimpíada.
A videoconferência está disponível no site Rede do Saber, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.
O vídeo tem quase uma hora de duração e explica quais são os objetivos e a metodologia da Olimpíada. É importante que os alunos participantes o assistam, principalmente aqueles que não participaram da edição passada, já que nele a coordenadora comenta os critérios de avaliação e o formato das questões, incluindo o que se espera extrair delas. Os demais alunos podem conhecer melhor a Olimpíada e, assim, fazerem uso do site, pois nele está disponibilizado o acervo de documentos históricos usados na 1ª Olimpíada.
A videoconferência está disponível no site Rede do Saber, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.
2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
Pois é, pessoal, nem parece, mas já se passaram quase um ano do início da 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. Agora, já estamos nos preparando para a 2ª edição, que começa no dia 19 de agosto. O formato da Olimpíada não sofreu nenhuma mudança. Continuam as seis etapas, sendo as cinco primeiras online e a 6ª, e última, presencial.
Nesse ano, nosso colégio vai participar com três equipes, ou seja, 9 alunos. Cada equipe é formada por três alunos mais o professor coordenador. Além de uma equipe a mais do que no ano passado, nesse ano, o 8º ano será representado por uma aluna. Lembrando que a Olimpíada é aberta para alunos do 8º ano ao 3º do Ensino Médio.
As equipes de 2010 são:
Equipe Abaporu
Monica (3ª série EM)
Gabriela Parra (1ª série EM)
Suemy (8º ano)
Equipe Anauê
Ana Eliza (9º ano)
Carol Maciel (1ª série EM)
Beatriz Bonafé (2ª série EM)
Equipe Raízes do Brasil
Isabela (3ª série EM)
Daniela (3ª série EM)
Felippe (1ª série EM)
Para mais informações sobre a Olimpíada, acessem o site: http://www.mc.unicamp.br/2-olimpiada/inicio/index
Boa sorte para as nossas equipes!
Nesse ano, nosso colégio vai participar com três equipes, ou seja, 9 alunos. Cada equipe é formada por três alunos mais o professor coordenador. Além de uma equipe a mais do que no ano passado, nesse ano, o 8º ano será representado por uma aluna. Lembrando que a Olimpíada é aberta para alunos do 8º ano ao 3º do Ensino Médio.
As equipes de 2010 são:
Equipe Abaporu
Monica (3ª série EM)
Gabriela Parra (1ª série EM)
Suemy (8º ano)
Equipe Anauê
Ana Eliza (9º ano)
Carol Maciel (1ª série EM)
Beatriz Bonafé (2ª série EM)
Equipe Raízes do Brasil
Isabela (3ª série EM)
Daniela (3ª série EM)
Felippe (1ª série EM)
Para mais informações sobre a Olimpíada, acessem o site: http://www.mc.unicamp.br/2-olimpiada/inicio/index
Boa sorte para as nossas equipes!
sábado, 17 de julho de 2010
O diário dos leitores de Anne Frank (8) - último post
Cheguei a pensar que, por causa das férias, vocês deixariam de lado a leitura conjunta do diário. Depois de não ter visto movimentação, nem comentários no blog desde o último post, estava quase convencido disso. Até que, para minha surpresa, surge o Doppel me lembrando que eu devia ter postado no último domingo. Que ótimo! Isso significa que terminamos de ler O Diário de Anne Frank!
Fiquei muito contente em ter vivido esta experiência com vocês e reafirmado para mim mesmo que um livro pode ser lido de muitas maneiras e trazer experiências diversas, sendo todas elas muito significativas. Antes de dividir com vocês minhas impressões sobre as últimas páginas do livro, gostaria de pedir para que todos os que acompanharam o grupo nesses quase três meses, colocassem suas opiniões, apontassem os aspectos positivos e negativos desse tipo de leitura e sugerissem novos títulos para, quem sabe, organizarmos outra atividade como essa, dando força a um grupo de leitura que poderia surgir e tomar força em nosso colégio. Acho que só temos a ganhar com isso. Não só como alunos, mas como cidadãos e pessoas preocupadas em atuar no mundo de maneira consciente. Esse tipo de atividade é, muitas vezes, capaz de ultrapassar o conhecimento que obtemos na sala de aula.
Sobre o livro, não precisamos falar sobre todas as coisas tristes que envolvem o seu desfecho, já que isso é um sentimento que todos do grupo compartilham, não é? É realmente duro tomar conhecimento do fim trágico das pessoas que estavam no Anexo, sabendo que, dentro de pouquíssimos dias, todos estariam sãos e salvos para, aos poucos, reorganizarem suas vidas e darem direção aos seus sonhos e objetivos.
Em minha opinião, o que o diário da Anne Frank tem de grandioso é o fato de ele conseguir mostrar para nós como a História não é um emaranhado de acontecimentos registrados em livros didáticos, distanciando o aspecto humano dos acontecimentos históricos. Livros como O Diário de Anne Frank, Hiroshima, As boas mulheres da China, e tantos outros, nos apresentam o verdadeiro agente da história: homens, mulheres, crianças, ou seja, nós. Imagine que cada vítima do Holocausto tinha uma história pessoal complexa, ligada à vida de muitas outras pessoas, regada a amores, amizades, inimizades, sonhos e frustrações – assim como cada um de nós. O livro que lemos juntos humaniza a História. E humanizar a História significa tomarmos consciência do nosso papel no mundo, afinal, você não faz só parte das estatísticas que preenchem livros escolares, não é verdade? Você tem uma história escrita e registrada na sua memória e na das pessoas ao seu redor. Por isso, é importante que você a escreva da melhor maneira possível!
Aguardo a impressão de vocês sobre o livro e a leitura em conjunto.
Boas férias a todos.
Um grande abraço,
Professor Carlos
Fiquei muito contente em ter vivido esta experiência com vocês e reafirmado para mim mesmo que um livro pode ser lido de muitas maneiras e trazer experiências diversas, sendo todas elas muito significativas. Antes de dividir com vocês minhas impressões sobre as últimas páginas do livro, gostaria de pedir para que todos os que acompanharam o grupo nesses quase três meses, colocassem suas opiniões, apontassem os aspectos positivos e negativos desse tipo de leitura e sugerissem novos títulos para, quem sabe, organizarmos outra atividade como essa, dando força a um grupo de leitura que poderia surgir e tomar força em nosso colégio. Acho que só temos a ganhar com isso. Não só como alunos, mas como cidadãos e pessoas preocupadas em atuar no mundo de maneira consciente. Esse tipo de atividade é, muitas vezes, capaz de ultrapassar o conhecimento que obtemos na sala de aula.
Sobre o livro, não precisamos falar sobre todas as coisas tristes que envolvem o seu desfecho, já que isso é um sentimento que todos do grupo compartilham, não é? É realmente duro tomar conhecimento do fim trágico das pessoas que estavam no Anexo, sabendo que, dentro de pouquíssimos dias, todos estariam sãos e salvos para, aos poucos, reorganizarem suas vidas e darem direção aos seus sonhos e objetivos.
Em minha opinião, o que o diário da Anne Frank tem de grandioso é o fato de ele conseguir mostrar para nós como a História não é um emaranhado de acontecimentos registrados em livros didáticos, distanciando o aspecto humano dos acontecimentos históricos. Livros como O Diário de Anne Frank, Hiroshima, As boas mulheres da China, e tantos outros, nos apresentam o verdadeiro agente da história: homens, mulheres, crianças, ou seja, nós. Imagine que cada vítima do Holocausto tinha uma história pessoal complexa, ligada à vida de muitas outras pessoas, regada a amores, amizades, inimizades, sonhos e frustrações – assim como cada um de nós. O livro que lemos juntos humaniza a História. E humanizar a História significa tomarmos consciência do nosso papel no mundo, afinal, você não faz só parte das estatísticas que preenchem livros escolares, não é verdade? Você tem uma história escrita e registrada na sua memória e na das pessoas ao seu redor. Por isso, é importante que você a escreva da melhor maneira possível!
Aguardo a impressão de vocês sobre o livro e a leitura em conjunto.
Boas férias a todos.
Um grande abraço,
Professor Carlos
domingo, 27 de junho de 2010
O diário dos leitores de Anne Frank (7)
Olá, pessoal!
Depois de duas semanas de atraso, voltei a postar. O fim do semestre veio acompanhado de correção de provas, fechamento de médias, etc., e isso me forçou a adiar o post previsto para o dia 13 de junho. Mas, vamos lá!
Nas últimas páginas, Anne começou a escrever em seu diário aquilo que esperava colocar em prática num futuro próximo. Essa onda de otimismo pode ter sido provocada pelo avanço dos países aliados, somado ao desfecho dela com Peter, o que pôs fim às dúvidas que surgiram após cada conversa que tiveram no sótão. E, dentre as muitas coisas que ela escreveu sobre a sua vida fora do Anexo, uma delas surgiu como decisão tomada: Anne queria escrever. Para isso pensou em seguir carreira de jornalista e escritora, organizar o diário e escrever a história do Anexo, continuar criando seus contos [que, como escrevi em um post anterior, foram publicados] e estudando ininterruptamente. É impressionante a força que ela colocou nessa atividade e, em minha opinião, foi isso que fez dela uma grande escritora. Um outro diário, de uma outra jovem qualquer, talvez não fosse um relato convincente a ponto de se tornar o que o diário de Anne Frank se tornou. Vocês também pensam isso ou será que outro diário, de outra pessoa que tenha vivido o mesmo período, poderia ter tomado tais proporções?
Achei muito legal Anne ter feito uma lista das coisas que ela mais gostava de fazer e estudar. Acho que esse tipo de “top 5" é muito bom para nós nos conhecermos e chegarmos a conclusões importantes como carreira profissional, posicionamento político. Talvez a falta de reflexões desse tipo nos faça pessoas sem um ponto de vista ou uma opinião formada. Questionamentos como o de Anne sobre qual o sentido da guerra é o que move o nosso pensamento para chegarmos a soluções criativas e lidarmos com situações extremas. Bem, que tal você, na sua casa, tentar escrever quais são as cinco coisas que mais gosta de fazer? Eu, enquanto perguntava isso a você, já procurava as minhas respostas.
Só nos resta terminar de ler as últimas páginas. No domingo que vem, encerramos o Diário dos Leitores de Anne Frank.
Tenham uma ótima semana!
P.S.: Durante a semana, pretendo postar notícias sobre a 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil e revelar quais são as equipes que vão representar nosso colégio.
Depois de duas semanas de atraso, voltei a postar. O fim do semestre veio acompanhado de correção de provas, fechamento de médias, etc., e isso me forçou a adiar o post previsto para o dia 13 de junho. Mas, vamos lá!
Nas últimas páginas, Anne começou a escrever em seu diário aquilo que esperava colocar em prática num futuro próximo. Essa onda de otimismo pode ter sido provocada pelo avanço dos países aliados, somado ao desfecho dela com Peter, o que pôs fim às dúvidas que surgiram após cada conversa que tiveram no sótão. E, dentre as muitas coisas que ela escreveu sobre a sua vida fora do Anexo, uma delas surgiu como decisão tomada: Anne queria escrever. Para isso pensou em seguir carreira de jornalista e escritora, organizar o diário e escrever a história do Anexo, continuar criando seus contos [que, como escrevi em um post anterior, foram publicados] e estudando ininterruptamente. É impressionante a força que ela colocou nessa atividade e, em minha opinião, foi isso que fez dela uma grande escritora. Um outro diário, de uma outra jovem qualquer, talvez não fosse um relato convincente a ponto de se tornar o que o diário de Anne Frank se tornou. Vocês também pensam isso ou será que outro diário, de outra pessoa que tenha vivido o mesmo período, poderia ter tomado tais proporções?
Achei muito legal Anne ter feito uma lista das coisas que ela mais gostava de fazer e estudar. Acho que esse tipo de “top 5" é muito bom para nós nos conhecermos e chegarmos a conclusões importantes como carreira profissional, posicionamento político. Talvez a falta de reflexões desse tipo nos faça pessoas sem um ponto de vista ou uma opinião formada. Questionamentos como o de Anne sobre qual o sentido da guerra é o que move o nosso pensamento para chegarmos a soluções criativas e lidarmos com situações extremas. Bem, que tal você, na sua casa, tentar escrever quais são as cinco coisas que mais gosta de fazer? Eu, enquanto perguntava isso a você, já procurava as minhas respostas.
Só nos resta terminar de ler as últimas páginas. No domingo que vem, encerramos o Diário dos Leitores de Anne Frank.
Tenham uma ótima semana!
P.S.: Durante a semana, pretendo postar notícias sobre a 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil e revelar quais são as equipes que vão representar nosso colégio.
domingo, 6 de junho de 2010
O diário dos leitores de Anne Frank (6)
Ficou claro, depois de ler as páginas da semana passada, que Anne está escrevendo muito mais que o de costume, como no mês de março de 1944. E há um motivo especial para isso: a redescoberta do amor ou seria a descoberta, já que os amores de escola, aos doze anos, serviram mais para inflar seu ego?
Essas últimas páginas são comoventes se pensarmos que o amor que ela sente não se restringe a Peter, mas a todas as coisas que a cercam. É como se ela tivesse encontrado no estreitamento de laços com o novo amigo um significado para uma vida cheia de restrições. E esse novo significado a transformou de tal maneira, que ela chegou a dizer: “Acho que a primavera está dentro de mim”.
Na minha opinião, essa é a frase mais bonita do diário e reflete a gratidão que Anne sente por estar viva e poder vislumbrar Deus ao olhar o azul do céu, como ela fez ao se deitar no sótão, ao lado de Peter, e, em silêncio, viu aquilo de bom que existe no mundo lá fora, do qual ela não podia desfrutar.
Hoje você olhou pela janela do seu quarto e encontrou o mesmo que Anne? Pense que você tem mais motivos para ser grato do que ela.
Para essa semana vamos ler até 16 de maio de 1944 (já estamos acabando!), ok?
Aproveitem o céu azul de Itapecerica da Serra para recarregarem as energias.
Bom domingo a todos.
Essas últimas páginas são comoventes se pensarmos que o amor que ela sente não se restringe a Peter, mas a todas as coisas que a cercam. É como se ela tivesse encontrado no estreitamento de laços com o novo amigo um significado para uma vida cheia de restrições. E esse novo significado a transformou de tal maneira, que ela chegou a dizer: “Acho que a primavera está dentro de mim”.
Na minha opinião, essa é a frase mais bonita do diário e reflete a gratidão que Anne sente por estar viva e poder vislumbrar Deus ao olhar o azul do céu, como ela fez ao se deitar no sótão, ao lado de Peter, e, em silêncio, viu aquilo de bom que existe no mundo lá fora, do qual ela não podia desfrutar.
Hoje você olhou pela janela do seu quarto e encontrou o mesmo que Anne? Pense que você tem mais motivos para ser grato do que ela.
Para essa semana vamos ler até 16 de maio de 1944 (já estamos acabando!), ok?
Aproveitem o céu azul de Itapecerica da Serra para recarregarem as energias.
Bom domingo a todos.
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