sábado, 24 de abril de 2010

Utopia e Barbárie

Com a queda do Muro de Berlim, não foram poucos os que defenderam o fim da História. Muitos disseram que o capitalismo, o neoliberalismo e um mundo globalizado haviam posto fim às utopias.

Com essa premissa, o diretor Silvio Tendler começou a reunir material para um documentário que tratasse dos rumos da História após a II Guerra Mundial. Mas depois do 11 de setembro, percebeu que a História estava longe do fim; pelo contrário, estava iniciando um período em que o islamismo surgia como nova utopia, novos países começavam a participar do cenário econômico mundial e os EUA elegiam o primeiro presidente negro da sua história.

O cineasta então adicionou novo material aquele já reunido e concluiu o documentário Utopia e Barbárie, que, segundo os jornais, trata a História com agá maiúsculo.



Em cartaz nos cinemas: Cine Bombril, Espaço Unibanco, Frei Caneca e Unibanco Arteplex.
Classificação: Livre.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Discoteca do Sétima Aula

Na casa em que cresci, sempre ouvi música popular brasileira. Meu pai, como bom sanfoneiro, não poderia deixar de ter como ídolo Luiz Gonzaga, o rei do baião, seu pupilo Dominguinhos e Sivuca. Isso significa que todos os LPs desses sujeitos que ele encontrasse à venda no Carrefour, durante as cansativas compras de mês que fazíamos no domingo posterior ao pagamento do seu salário, ele traria para casa e preencheria o espaço entre a vitrola e a divisória da estante. Espaço que, com o passar do tempo, ficou pequeno para a sua coleção de discos.

Nessa época, eu, com treze anos, não conseguia suportar por muito tempo essas músicas que meu pai ouvia por horas a fio. E, nos fins de semana, quando não as estava ouvindo, estava tocando seu acordeom. Eu gostava de rock, começava a arriscar as primeiras notas em um violão que troquei por um Dynavision e, como todo garoto daquela idade, pretendia tocar Stairway to Heaven e Wish You Were Here – ainda hoje vocês começam a estudar violão imaginando tocar essas mesmas músicas?

No colégio, muitos de meus amigos tocavam instrumentos musicais, de gaita à cítara. E um deles, de quem eu era mais próximo, por estudarmos na mesma sala, tocava guitarra muito bem e, por ter uma ótima condição financeira, tinha uma coleção de CDs que ocupava uma estante inteira do seu quarto. Como seu pai vivia viajando a trabalho para os EUA, sua coleção não parava de crescer. E era lá que ouvíamos bandas como Jane’s Addiction, Infectious Groove, Biohazard, Pantera, Dream Theater e Slayer. Até que um dia, depois de estudarmos para uma prova de matemática, meu amigo me mostrou um cd que havia pegado da coleção de seu irmão: Gilberto Gil Unplugged (MTV), o acústico do Gil. Olhei o cd com desconfiança – aquela resistência que os adolescentes costumam demonstrar às coisas que não pertencem ao seu universo. Depois, meu amigo tocou algumas das músicas em seu violão, enfatizando a genialidade musical desse compositor. Ainda não havia me convencido de que aquilo era bom, e tinha estranhado o fato de ter gostado do que ouvi – naquela época eu pensava que alguém da minha idade não poderia ouvir algo que não fosse rock. Pedi para ele fazer uma cópia numa fita K7, claro, e fui embora ouvindo o Gil.

Dias depois, lá estava o mesmo Gilberto Gil nas aulas de História e Literatura. Ele, seus parceiros e amigos tornaram-se os protagonistas de aulas que tinham como tema a luta contra o regime militar e a censura. E foi assim que eu percebi o quanto teria perdido se não tivesse voltado para casa, naquele dia, ouvindo a fita do Gil.

Eu havia, definitivamente, rompido o preconceito musical. Passei a ouvir o que meu pai tinha em casa. Peguei gosto pela música popular e instrumental brasileira. E tive a certeza que não seria só um roqueiro, ou melhor, um fã de rock, quando eu e meus amigos passamos a viajar para a praia ouvindo Jimmy Hendrix, mas tocado pelos baianos Gilberto Gil e Caetano Veloso (coloquei a música no fim do post – aposto que vocês vão gostar). Era impressionante como as duas coisas (o rock e a MPB) podiam conviver em harmonia. Foi aí que entendi o que era o Tropicalismo e a proposta musical de Chico Science, Lenine e toda essa turma.

Por isso, resolvi postar aqui no blog, no mínimo a cada quinze dias, uma indicação de música brasileira, preferencialmente instrumental ou que não esteja no grande circuito, para dividir com vocês o prazer que senti quando ampliei meu gosto musical. Pretendo postar um músico para cada letra do alfabeto. É mais ou menos como uma discoteca do sétima aula de A a Z. Claro que algumas letras vão ter uma infinidade de ótimos músicos e compositores, alguns que conheço e outros que nunca ouvi, mas vou tentar colocar aquele que acho mais interessante, para que funcione como um bate-papo entre um amigo que está compartilhando aquilo que gosta com o outro. O que vocês acham?

Enquanto eu penso no primeiro, na letra A, vamos ouvir Wait until tomorrow, do Hendrix, tocada e cantada por Caetano e Gil?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Blog do 8

Pessoal,

Já está no ar o blog do colégio. Lá vocês poderão ficar por dentro de tudo o que acontece no colégio e participar da escolha do nome e do layout do nosso jornal. É muito importante que todos participem, já que o layout vencedor será usado durante todo o ano letivo de 2010. Além disso, o envolvimento de todos é fundamental para um jornal que será feito por vocês e para vocês.

Acessem:



sábado, 10 de abril de 2010

Filmes - 1ª Lista

Pessoal, estou postando a primeira lista dos filmes que já estão na escola. Incluí, abaixo das sinopses, os temas de aulas relacionados com o filme.
Em breve, os títulos sobre a Idade Média estarão na escola.

História Geral

PRÉ-HISTÓRIA
Paleolítico


1- A Guerra do Fogo
1981
100 min.
16 anos


A Guerra do Fogo conta a saga de uma tribo e seu líder, Naoh, que tenta recuperar o precioso fogo recém-descoberto e já roubado. Através dos pântanos e da neve, Naoh encontra três outras tribos, cada uma em um estágio diferente de evolução, caminhando para a atual civilização em que vivemos. Os sons e a linguagem embrionária do filme são criações do escritor Anthony Burgess, o mesmo de Laranja Mecânica. Mistura de ficção científica e aventura, o filme é uma perfeita reconstituição da pré-história, tendo como eixo a descoberta do fogo. Fantástico e visionário, o filme é uma aula de história e de cinema.

Temas Relacionados: Pré-História, Paleolítico, Neolítico.

PRÉ-HISTÓRIA
Paleolítico / Neolítico


2 - Discovery Channel – Homem Pré-Histórico – Vivendo entre as feras
2002
100 min.
Livre

Neste documentário, conheceremos a vida do homem pré-histórico entre 12 e 40 mil anos atrás. Nessa época, o homem moderno já havia se estabelecido em todos os continentes, com exceção da Antártica. Esses mesmos humanos dividiam o continente com feras pré-históricas, como: tigres-dentes-de-sabre, mamutes e ursos gigantes. Utilizando os mais modernos recursos tecnológicos e científicos, é mostrado como eram esses animais e como era a terra onde eles viviam. Veja nossos ancestrais vivendo entre as feras e lutando por sua sobrevivência.

Temas Relacionados: Pré-História, Paleolítico, Neolítico.

HISTÓRIA ANTIGA
Egito


3 - A Construção das Pirâmides – History Channel
Livre

Quem construiu esses gigantescos monumentos, últimas maravilhas remanescentes do Antigo Egito? Como o material foi transportado? Os arqueólogos afirmam que os faraós egípcios utilizaram a força de milhares de trabalhadores por décadas para construir esses monumentos por volta de 2550 a.C., mas nem todos concordam. Neste documentário conheceremos as hipóteses mais prováveis de como foram feitos esses valiosos mausoléus.

HISTÓRIA ANTIGA
Hebreus /Egito

4 - O Príncipe do Egito
1998
99 min.
Livre


No Antigo Egito, quando os hebreus lá viviam como escravos, o faraó Seti, temendo o constante nascimento de crianças hebreias – pois no futuro poderiam se tornar uma força que ameaçasse seu poder –, ordena que todos os bebês hebreus do sexo masculino sejam afogados. Uma hebreia se desespera ao ver que seu filho poderá ser morto e, para salvá-lo, o coloca em uma cesta no rio. A criança, encontrada pela rainha, acaba sendo criada como irmão de Ramsés, o herdeiro do trono de Seti. Os dois crescem e se tornam grandes amigos, mas Moisés acaba descobrindo sua origem e decide abandonar o palácio e libertar os hebreus para levá-los à Terra Prometida.

Temas Relacionados: Egito: Novo Império, Seti, Ramsés, êxodo dos hebreus, Moisés.


5 - Os Dez Mandamentos
1956
232 min.
Livre


Criado pelo faraó, Moisés torna-se adulto e descobre que, na verdade, é filho dos hebreus. Ao ouvir as mensagens de Deus, que lhe dá poderes divinos, decide dedicar sua vida à libertação de seu povo da escravidão no Egito. A clássica cena em que Moisés separa as águas do Mar Vermelho entrou para a antologia do cinema.

Temas Relacionados: Egito: Novo Império, Seti, Ramsés, êxodo dos hebreus, Moisés.

6 - Sansão e Dalila
178 min.
14 anos


Esta é a história do herói israelita Sansão e a linda filisteia Dalila. Ele, um simples pastor com a força de um titã. Ela, dividida entre o amor e a lealdade a seu povo. Impedida pelo pai de se casar com Sansão, a bela Dalila arquiteta um plano para acabar com a força de seu amor, tornando-o, assim, escravo do povo filisteu.
Ao recuperar sua força, Sansão passa a perseguir e a derrotar, um a um, todos aqueles que o escravizaram. A vingança contra os inimigos filisteus fez de Sansão um dos maiores heróis da Bíblia.

Temas Relacionados: Hebreus, filisteus, relato bíblico.

HISTÓRIA ANTIGA
Grécia


7 - Troia
2004
163 min.
14 anos


Na Grécia Antiga, a paixão de um dos casais mais lendários da História - Páris, príncipe de Troia (Orlando Bloom), e Helena (Diane Kruguer), rainha de Esparta - desencadeia uma guerra que irá devastar uma civilização.
Páris rouba Helena de seu marido, o rei Menelau (Brendan Gleeson), e este é um insulto que não pode ser tolerado. A honra da família determina que uma afronta a Menelau seja considerada uma afronta a seu irmão Agamenon (Brian Cox), o poderoso rei de Micenas, que logo une todas as tribos da Grécia para trazer Helena de volta, em defesa da honra do irmão.

Temas Relacionados: Grécia: Período Homérico.


8 - A Odisseia
1997
154 min.
16 anos


Francis Ford Coppola comandou esta megaprodução de 40 milhões de dólares, com efeitos especiais grandiosos, retratando a aventura excitante de Ulisses, herói grego, após a Guerra de Troia.
Uma adaptação do poema clássico A Odisseia, atribuído a Homero, onde Odisseu (Ulisses) enfrenta a fúria dos deuses, perigosos inimigos e monstros mitológicos, demonstrando bravura e resistência para retornar aos braços de sua amada Penélope.

Temas Relacionados: Grécia: Período Homérico

9 - Os 300 de Esparta
1962
113 min.
12 anos

Baseado em acontecimentos reais ocorridos na Grécia em 490 a.C., este incrível drama conta com Richard Egan como o soldado grego Leônidas, que comandou 300 soldados espartanos contra o poderoso exército persa na batalha de Termópilas.
Impossibilitado de recrutar os soldados necessários para defender uma passagem grega pelas montanhas contra o rei da Pérsia Xerxes, Leônidas não hesita em se preparar para a batalha. Quando avisado que o número de arqueiros que seu pequeno exército enfrentará é “capaz de bloquear o Sol”, ele afirma que seu exército “lutará nas sombras”. Com magnífica fotografia, realismo e trilha sonora, esta história de coragem e autossacrifício é uma obra-prima do cinema.

Temas Relacionados: Grécia: Período Clássico, Guerras Médicas, Hegemonias Gregas.

10 - 300
2007
116 min.
16 anos


300 é um relato sangrento da Batalha das Termópilas, da Antiguidade, na qual o rei Leônidas (Gerard Butler) e 300 espartanos lutaram até a morte contra Xerxes (Rodrigo Santoro) e seu numeroso exército persa. Enfrentando dificuldades insuperáveis, o sacrifício desses homens levou toda a Grécia a se unir contra o inimigo persa, traçando um marco no caminho para a democracia.
Inspirada pela obra de Frank Miller, criador da graphic novel Sin City, o filme é uma aventura épica que fala de paixão, coragem, liberdade e sacrifício incorporados pelos guerreiros espartanos que lutaram em uma das maiores batalhas da história. Corroteirizado e dirigido por Zack Snyder (Madrugada dos Mortos), o filme dá vida à célebre graphic novel de Miller, combinando ação ao vivo com cenários virtuais que captam sua visão particular deste episódio da história antiga.

Temas Relacionados: Grécia: Período Clássico, Guerras Médicas, hegemonias gregas.


HISTÓRIA ANTIGA
Período Helenístico


11 - Alexandre
2004
177 min.
14 anos


Oliver Stone recria a poderosa e verdadeira história de Alexandre, o Grande (Colin Farrell), que, no quarto século antes de Cristo, havia conquistado a Grécia, a Pérsia, o Afeganistão e a Índia - ou seja, 90% do “Mundo Conhecido” até então. Mesmo tendo enfrentado grandes exércitos de bigas e elefantes, ele nunca perdeu uma batalha! Visionário, explorador e sonhador, ele era também um filho carinhoso, ferido pelo amor, pela ambição de sua mãe (Angelina Jolie) e pela eterna necessidade de agradar seu pai (Val Kilmer). Seu sonho moldou o mundo como o conhecemos hoje.

Temas Relacionados: Período Helenístico.

HISTÓRIA ANTIGA
Roma - Monarquia


12 - Rômulo e Remo
1961
105 min.
Livre


Rômulo e Remo conta a inesquecível lenda da fundação da cidade de Roma, um dos maiores impérios que já existiu. Quando a sua mãe, uma princesa latina, foi assassinada por um tio, os bebês gêmeos Rômulo e Remo foram lançados ao Tibre. Salvos por uma loba, que os amamentou e os tratou como se fossem seus filhos, guardaram para si os sentimentos de ferocidade e lealdade. O filme acompanha os desafios dos jovens desde a infância até a vida adulta, e é estrelado por dois grandes atores de épicos: Steve Reeves e Gordon Scott. Os dois irmãos, grandes justiceiros que buscavam o fim da tirania existente na Itália pré-romana, escolhem rumos diferentes para conseguir alcançar seus objetivos. Mas seus caminhos se cruzam e os heróis percebem que estão em lados opostos de uma mesma guerra - e estão dispostos a lutar até a morte para conseguir o que querem.

Temas Relacionados: Origem lendária de Roma, monarquia romana.

HISTÓRIA ANTIGA
Roma - República


13 - Aníbal: O Pior Pesadelo de Roma
2006
90 min.
12 anos


Duzentos anos antes do nascimento de Cristo, Roma se torna a nova potência do mundo antigo, supostamente invencível. No entanto, um homem está destinado a mudar isso, guiado pelo seu juramento de vingar as injustiças infligidas ao seu lar. Aníbal explora o homem atrás do mito, revelando o que levou um gênio de 26 anos de idade a executar o mais audacioso plano militar de todos os tempos. Com 40 mil soldados e 37 elefantes, ele marchou 1.500 milhas para desafiar seu inimigo em seu próprio território.

Temas Relacionados: Guerras Púnicas, expansão romana, Período Republicano.


14 - Spartacus
2005
173 min.
16 anos

Condenado a passar o resto de sua vida trabalhando sob o sol do deserto, o escravo Spartacus já havia perdido a esperança de liberdade. Comprado por um agente de gladiadores, é obrigado a lutar até a morte para o divertimento da elite. Revoltado com sua condição, ele lidera uma revolução de escravos que vai ameaçar o Império Romano e lhe render poderosos inimigos.

Temas Relacionados: escravismo antigo, rebelião escrava, Período Republicano.

15 - Julius Ceasar
2002
137 min.
13 anos


General feroz. Orador qualificado. Político compreensivo. Este é Júlio César, um dos maiores líderes do mundo e símbolo do Império Romano. Sua ascensão ao poder foi marcada por sacrifício, assassinato e traição. Com a bela Cleópatra em um dos braços e uma espada no outro, César tomou o controle de um vasto território, legiões premiadas de seguidores, colhendo inimigos e criando história, antes de cair nas mãos de Brutus, até então seu maior aliado. Esta é uma história de um homem notável, que se tornou uma lenda inesquecível.

Temas Relacionados: Primeiro Triunvirato, conquista da Gália, ditadura de César, assassinato de César.

HISTÓRIA ANTIGA
Roma - Império


16 - Gladiador
2000
155 min.
14 anos


O destemido Maximus é um honrado general romano que tem sua família massacrada por recusar lealdade ao inescrupuloso Commodus, filho do imperador recém-assassinado.
Vendido como escravo, Maximus, utiliza toda a sua genialidade militar para vencer seus oponentes no sangrento Coliseu romano.
Destacando-se como gladiador, ele retorna a Roma em busca de vingança.

17 - Ágora
2009
126 min.
14 anos


No Egito Romano, durante o século IV, a filósofa e astróloga Hipátia, de Alexandria, luta para salvar a sabedoria adquirida pelo mundo antigo. Seu escravo Davus está dividido entre o amor por sua senhora e a possibilidade de ganhar sua liberdade se juntando à crescente corrente do cristianismo.

Temas Relacionados: Queda do Império Romano, expansão do cristianismo, biblioteca de Alexandria.


18 - Átila, o Huno
2001
107 min.
14 anos


Dois mundos se confrontam e, com eles, os dois homens que personificam os valores e a essência desses mundos. Átila, rei dos hunos (Gerard Butler), é um idealista que vê mais no seu povo do que nele próprio. Ao passo que a felicidade dos hunos reside na pilhagem e extorsão das nações vizinhas, Átila pretende mais, considerando a possibilidade de um império e uma nova ordem mundial. O general romano Flavius Aetius (Powers Boothe) personifica o melhor e o pior do Império Romano nos últimos anos de sua existência. Sua motivação provém de um objetivo primordial: é imperativo que Roma continue dominando o mundo. Duas perspectivas diferentes do destino, defendidas por dois homens mais poderosos do século... Conflitos principais do filme Átila, o Huno.


Temas Relacionados: Queda do Império Romano, Invasões Bárbaras, Hunos.

domingo, 21 de março de 2010

Clube do Filme

Diante das mudanças feitas pelo Objetivo no material didático do 3º ano do Ensino Médio, os alunos apresentaram uma ótima solução para lidar com o conteúdo condensado: sugeriram a montagem de uma filmografia que abordasse cada um dos períodos históricos estudados. E, melhor do que isso: eles estão se organizando para assistir a esses filmes nos finais de semana, em grupo, nas casas dos pais dispostos a recebê-los.

A ideia é tão boa que merece ser estendida para todas as turmas. Por isso me dispus a montar a filmografia e, com a colaboração da coordenação do colégio, disponibilizá-la para que os alunos possam realizar empréstimos, seguindo a indicação que corresponde ao conteúdo estudado em sala.

Pensamos em disponibilizar esses filmes às quintas-feiras, no PI, ficando os alunos responsáveis por devolvê-los na segunda-feira seguinte. O critério para o empréstimo é que seja respeitada a classificação etária do filme, e isso não deve ser encarado como empecilho. [Notei que os filmes com classificação 14 ou 16 anos correspondem aos de conteúdo direcionado ao Ensino Médio.]

A primeira parte da filmografia já está pronta, cobrindo a Pré-História (Paleolítico e Neolítico) e a Antiguidade (Egito; hebreus; Grécia: Período Homérico, Período Clássico, Hegemonias Gregas e Período Helenístico; Roma: Origem Lendária, Monarquia Romana, Guerras Púnicas, Período Republicano, Escravismo Antigo, Primeiro Triunvirato, Conquista da Gália, ditadura e assassinato de César, Biblioteca de Alexandria e Queda do Império Romano). Acredito que até o término dessa semana, mais precisamente quinta-feira, essa primeira leva já esteja disponível na escola. O próximo passo é a Idade Média e assim por diante, até encerrarmos com a Idade Contemporânea que, pela grande quantidade de títulos, precisará ser bem pensada e, com toda a certeza, muitos títulos interessantes ficarão fora da lista. Mas podemos indicá-los aqui no blog, inclusive com a ajuda de vocês, dando sugestões e comentado os filmes.

Em uma conversa com os alunos do 3º ano, sugeri que as reuniões que eles pretendem fazer para ver os filmes podem ser transformadas em uma espécie de “Clube do Filme”. Para isso, poderíamos criar um meio de registrarmos as impressões e as opiniões que cada grupo teve sobre o filme assistido. Pode ser criada uma discussão neste blog, pode ser criado um blog “Clube do Filme”, podem ser feitas reuniões quinzenais, mensais, enfim, dentre as tantas possibilidades, o objetivo é fazer com que os grupos troquem suas impressões sobre os filmes e discutam os temas históricos tratados neles.

Essas são ideias que podemos discutir e amadurecer, pois o Cinema, assim como a Literatura, é um marcador de memória, e, com exceção dos filmes de ficção científica, todos os filmes retratam e reconstituem acontecimentos do passado, sejam eles de importância histórica ou não. E o filme em si, a obra de arte, também é objeto de interesse da História, pois está impregnado do pensamento daqueles que viveram na época em que o filme foi produzido.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Clássicos da Literatura

Miguel de Cervantes, Oscar Wilde, Dostoievski, Homero e Euclides da cunha são alguns dos grandes autores da nova coleção da Abril, Clássicos Abril Coleções, que traz os grandes nomes em contos, poesia, romance e teatro da literatura mundial.

A coleção, formada por 30 obras em 35 volumes luxuosos, tem capa dura em tecido e miolo em papel nobre, e cada livro vem acompanhado por um caderno de 16 páginas com informações sobre o autor e sua obra. Além disso, todos os livros estão de acordo com a nova ortografia da língua portuguesa.

O lançamento da coleção ocorrerá em fases: em 26 de fevereiro nos Estados de SP e RJ, e em maio nos outros Estados. Um volume novo chegará às bancas toda semana, mas é importante lembrar que cinco das 30 obras estarão divididas em dois volumes. São elas: Crime e castigo, Dom Quixote, Moby Dick, Ilusões perdidas e Os sertões. A edição de lançamento, de Crime e castigo, trará os dois volumes pelo preço de um: R$ 14,90. Todos os demais volumes serão vendidos por R$ 14,90 individualmente.
fonte: http://www.dinap.com.br/site/noticias/conteudo_394212.shtml


A coleção completa:

Vol 1) Crime e castigo - vol. I, Fiódor Dostoiévski
Vol 2) Crime e castigo - vol. II, Fiódor Dostoiévski
Vol 3) Madame Bovary, Gustave Flaubert
Vol 4) O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
Vol 5) Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
Vol 6) A divina comédia - Inferno, Dante Alighieri
Vol 7) Os sofrimentos do jovem Werther, J.W. Goethe
Vol 8) O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha - vol. I, Miguel de Cervantes
Vol 9) O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha - vol. II, Miguel de Cervantes
Vol 10) Hamlet, Rei Lear e Macbeth, William Shakespeare
Vol 11) Ilusões perdidas - vol. I, Honoré de Balzac
Vol 12) Ilusões perdidas - vol. II, Honoré de Balzac
Vol 13) Orgulho e preconceito, Jane Austen
Vol 14) O primo Basílio, Eça de Queirós
Vol 15) Moby Dick - vol. I, Herman Melville
Vol 16) Moby Dick - vol. II, Herman Melville
Vol 17) O falecido Mattia Pascal, Luigi Pirandello
Vol 18) O homem que queria ser rei e outras histórias, Rudyard Kipling
Vol 19) Os lusíadas, Luís de Camões
Vol 20) A metamorfose, Franz Kafka
Vol 21) Outra volta do parafuso, Henry James
Vol 22) O assassinato e outras histórias, Antón Tchekhov
Vol 23) O morro dos ventos uivantes, Emily Brontë
Vol 24) Mensagem, Fernando Pessoa
Vol 25) Coração das trevas, Joseph Conrad
Vol 26) O vermelho e o negro, Stendhal
Vol 27) Cândido, Voltaire
Vol 28) Os Malavoglia, Giovanni Verga
Vol 29) Os sertões - vol. I, Euclides da Cunha
Vol 30) Os sertões - vol. II, Euclides da Cunha
Vol 31) Contos de amor, de loucura e de morte, Horacio Quiroga
Vol 32) Infância, Maksim Górki
Vol 33) Grandes esperanças, Charles Dickens
Vol 34) No caminho de Swann, Marcel Proust
Vol 35) Odisseia, Homero

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Para refletir

Já falei em algumas salas sobre o dever que cada um tem de controlar o seu “hitlerzinho” interior. Digo isso porque acredito na ideia de que as pessoas mais equilibradas são aquelas que possuem consciência dos seus atos falhos e, por isso, podem controlá-los. Mas o pior mesmo se dá quando esses que não conseguem controlar o tal do “hitlerzinho” interior conseguem, através de argumentos, convencer outros a pensarem como eles. Pronto. Está aí a fórmula consagrada que coloca pessoas desequilibradas em posições de mando e poder. Pode, num primeiro momento, parecer bobagem, mas a intolerância começa na sala de aula, se expande para o colégio, o bairro e depois a História se encarrega de contar o resultado destruidor desse pessoal.

O filme A Onda, que se eu não me engano já deve estar disponível em DVD, exemplifica muito bem isso tudo. Baseado em fatos reais ocorridos no fim da década de 60, em Palo Alto, Califórnia, o filme conta a história de um professor de História que, durante suas aulas sobre a ascensão do nazismo e suas consequências, resolve fazer uma experiência para responder as dúvidas dos alunos. A experiência consistia em reproduzir na sala de aula alguns clichês do nazismo. O que ele não esperava é que aquilo fosse tomar proporções gigantescas, como uma onda. O filme, por ter classificação etária de 14 anos, é indicado para os alunos do Ensino Médio. Abaixo está o trailer.



Outro filme que aborda um tema parecido é A Fita Branca, em cartaz nos cinemas. O filme conta a história de um vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, onde acontecimentos violentos começam a se repetir sem que o responsável por eles seja encontrado.

O curioso é que as crianças e jovens retratados no filme são os homens e mulheres que, mais tarde, vão apoiar as ideias de Hitler e executá-las. Com isso, o filme nos faz pensar em como as relações sociais e familiares daquele vilarejo, que retrata o modo de vida alemão da época, podem ter sido a raiz do mal que levou e manteve Hitler no poder. Entre os personagens, destacam-se o barão, que detém o poder local; o pastor protestante autoritário; o médico violento e sem preocupação com os sentimentos alheios; um professor sensível, mas sem firmeza nas suas palavras; e um bando de crianças reprimidas e sem ter o que fazer. Seria essa a base do mal que mais tarde vai se instalar no país? Para refletir.

O filme, também com classificação etária de 14 anos, é indicado para os alunos do Ensino Médio. Vejam o trailer.